quinta-feira, abril 03, 2014

Breve biografia

JOSÉ DE MATOS-CRUZ (Mortágua, 1947) licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra (1973) e foi um dos pioneiros na divulgação da banda desenhada em Portugal, começando por editar um dos três primeiros fanzines, Copra (1972) e co-fundar em Coimbra o grupo Boomovimento, que organizou uma das iniciais manifestações de B.D. do país, o designado “I Encontro de Banda Desenhada Nacional” (1973), na Figueira da Foz, além de promover eventos que sedimentaram a arte sequencial entre nós. Já em Lisboa, esteve na fundação do Clube Português de Banda Desenhada (1976) e colaborou em publicações estrangeiras (como El Globo, ¡Bang!, Comics Camp/Comics In, Sunday – Espanha, Il Fumetto – Itália, Falatoff – França).
É também editor de livros de poesia e prosa pela sua chancela, Kafre, tendo feito crítica de cinema e de banda desenhada em jornais e revistas desde os anos '60; mais tarde, especializou-se no sector com a coluna Quadradinhos no jornal A Capital (1983-2004) e em textos de investigação n'O Mosquito e álbuns das editoras Futura (Portugal) e Eseuve (Espanha), além de fundar e dirigir as revistas Ploc! e Aleph, bem como colaborou regularmente no célebre Mundo de Aventuras. Mais recentemente, participou nos livros Vasco Granja: Uma Vida ..1000 Imagens (Asa) e Fadas Láureas (Prime Books). Com uma extensa bibliografia, em edições individuais e colectivas, trabalhou na Cinemateca Portuguesa, onde foi o responsável pela Filmografia Portuguesa e, ainda no campo do audiovisual, foi precursor da áudio-descrição e assessor de produção e consultor de programação na RTP, além de professor convidado na Escola Superior de Teatro e Cinema e docente na Licenciatura de Cinema da Universidade Moderna.

De volta à banda desenhada, reviveu a sua personagem O Infante Portugal (vulgo Rui Ruivo) – criada originalmente num conto de Os SobreNaturais, sequela ao livro Os EntreTantos (2003) – em auto-edição pela chancela Kafre (2007), expandida e culminante em trilogia pela Apenas Livros, que, posteriormente, publica também a subsequente série Aurora Boreal (2017).
Pelo contributo para a B.D. portuguesa, cinema de animação e percurso de carreira, recebeu o Troféu do Júri do VIII Troféus Central Comics (2011), e o Troféu de Honra, pelo 23º AmadoraBD (2012), algumas das várias distinções que tem granjeado pela dedicação às artes e às letras.

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