quinta-feira, julho 28, 2016

IMAGINÁRiO #620

José de Matos-Cruz | 24 Julho 2017 | Edição Kafre | Ano XIV – Semanal – Fundado em 2004

PRONTUÁRiO

MORDIDELAS
Sem ela, não existiriam
Shi, ou Razor, ou Lady Death, ou Dawn. Aliás, a sua mordidela continua fatal, apesar da idade. Poderia ser mãe daquelas prodigiosas heroínas, já na reforma, mas ela é única e persiste em acção, mantendo uma figura escultural, estonteante. O seu nome, Vampirella – a mais célebre vampira cujas proezas foram narradas em ficção popular, desde que Bram Stoker imprimiu com sangue as páginas de Drácula, por 1897. Como todos os vampiros, também ela não nasceu - antes apareceu, pelos trágico-românticos anos ‘60, estarrecendo as histórias em quadradinhos. Quando Spider-Man começava a trepar às paredes da pop-art, e Batman se tornara um inocente produto televisivo para os miúdos, Vampirella desafiava o Comics Code Authorithy, pela luxuriante imaginação de Jim Warren, em Creepy & Eerie. A partir de então, uma extraordinária dinastia artística grafou a visão original: Neal Adams, Berni Wrightson, Barry Windsor-Smith, Richard Corben, Reed Crandall, Russ Heath, Mike Ploog, Wally Wood ou Alex Toth, até José Gonzalez lhe estabilizar a imagem fascinante e carnal…
Originária do planeta Drakulon, Vampirella chegou à Terra para caçar os monstros demoníacos que, há trinta séculos, assassinaram o seu pai.
IMAG.221-301-385

CALENDÁRiO

¢05MAI-04SET2016 - Em Lisboa, Atelier-Museu Júlio Pomar expõe Decorativo, Apenas? Júlio Pomar e a Integração das Artes, sendo comissária Catarina Rosendo. IMAG.19-312-449-495-505-534-552-553-562-582-596-604-610

µ07MAI-25SET2016 - Em Lisboa, Museu Nacional de Arte Contemporânea apresenta Depois - exposição de fotografia de André Cepeda, sendo curador Sérgio Mah. IMAG.297-543

¢10MAI2016 - Museu de Évora expõe 15 Anos da Associação de Gravura Água-Forte.

µ13MAI-01JUL2016 - Em Évora, Casa de Burgos apresenta Malagueira - Álvaro Siza’s Legacy - exposição de fotografia de Brigitte Fleck, sendo curadores Pedro Guilherme, Sofia Salema e João Soares. IMAG.41-56-298-424-432-447-495-510-579-611

¢13MAI-30AGO2016 - Em Lisboa, Palácio Nacional da Ajuda expõe Pintura Romena Moderna (1875-1945). Acervo da Fundação Bonte, em organização com Instituto Cultural Romeno, Fundação Bonte e Embaixada da Roménia.

¢18MAI-15JUN2016 - Na Lousã, Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques apresenta Blitzkrieg - A Última Grande Guerra Entre a Arte e a Apatia - exposição de pintura e desenho de João Fonte Santa e Sara Franco. IMAG.168-248-416-430-549-568

¢18MAI-17JUL2016 - Em Cascais, Casa das Histórias Paula Rego apresenta O Verão Era Assim Como Uma Casa de Morar Onde Todas as Coisas Estão… - exposição de pintura de Manuel Amado, sendo curadoras Paula Rego e Catarina Alfaro. IMAG.168

¢19MAI-10JUL2016 - Em Lisboa, Fundação Arpad Szènes-Vieira da Silva apresenta, na Casa-Atelier Vieira da Silva, Tables Sans Couples - exposição de pintura de Catarina Castel Branco. IMAG.435

PARLATÓRiO

Quem, como eu, nasceu numa família de pastores, aprende muito cedo a olhar os bastidores da vida e da morte.
Em breve, trava-se conhecimento com o diabo e, à maneira das crianças, sente-se necessidade de dar-lhe uma expressão concreta.
O nosso pai teve um funeral, um casamento, um baptizado, deixou uma meditação, escreveu um sermão.
Sou muito atraído pela minha infância, tenho por ela uma quase obsessão.
Trata-se de imagens, impressões claras e sensíveis. Por vezes, consigo percorrer a paisagem das minhas origens - os quartos que habitei, os móveis, os quadros na parede, a luz. É como cinema, pedaços de cintilações - e faço accionar o projector. Posso reconstituir tudo, mesmo os cheiros.
Ingmar Bergman

COMENTÁRiO

ANTONIONI
Transfigurando uma paisagem de névoa e angústia - território volúvel, cujas marcas lhe são obsessivas, opressivas, através da sofisticação urbana, ou do resguardo realista, que não esbate a densidade das relações ou a tragédia existencial, pelo conflito das luzes e das trevas - Michelangelo Antonioni desafia, sobretudo, a vertigem dos limites, o abismo dos desencantos, por uma virtual incursão pelos estímulos/mistérios da intimidade feminina, nas margens vulneráveis do fantástico - logo, tendo Monica Vitti por musa e ícone. Clássico, vanguardista - em ternos narrativos, em tensão dramática - eis um prodígio de rigor e sensibilidade, entre a síntese casuística e a dilatação emocional… Com o abandono e a tragédia, a solidão e a fantasia, a vitimação e o vazio, o desespero e a precariedade, vislumbra-se - para além da crispada travessia pelos infernos sociais - uma outra dimensão afectiva e solidária, a qual constitui a matéria transitória, sublimatória, do imaginário em transe.

VISTORiA

Caracterização Psicológica do Povo Português
O Português é um misto de sonhador e de homem de acção, ou melhor, é um sonhador activo, a que não falta certo fundo prático e realista. A actividade portuguesa não tem raízes na vontade fria, mas alimenta-se da imaginação, do sonho, porque o Português é mais idealista, emotivo e imaginativo do que homem de reflexão. Compartilha com o Espanhol o desprezo fidalgo pelo interesse mesquinho, pelo utilitarismo puro e pelo conforto, assim como o gosto paradoxal pela ostentação de riqueza e pelo luxo. Mas não tem, como aquele, um forte ideal abstracto, nem acentuada tendência mística. O Português é, sobretudo, profundamente humano, sensível, amoroso e bondoso, sem ser fraco. Não gosta de fazer sofrer e evita conflitos, mas, ferido no seu orgulho, pode ser violento e cruel. A religiosidade apresenta o mesmo fundo humano peculiar ao Português. Não tem o carácter abstracto, místico ou trágico próprio da espanhola, mas possui uma forte crença no milagre e nas soluções milagrosas.
Há no Português uma enorme capacidade de adaptação a todas as coisas, ideias e seres, sem que isso implique perda de carácter. Foi esta faceta que lhe permitiu manter sempre a atitude de tolerância e que imprimiu à colonização portuguesa um carácter especial inconfundível: a assimilação por adaptação.
O Português tem um vivo sentimento da Natureza e um fundo poético e contemplativo estático diferente dos outros povos latinos. Falta-lhe também a exuberância e a alegria espontânea e ruidosa dos povos mediterrâneos. É mais inibido que os outros meridionais pelo grande sentimento do ridículo e medo da opinião alheia. É, como os Espanhóis, fortemente individualista, mas possui grande fundo de solidariedade humana. O Português não tem muito humor, mas um forte espírito crítico e trocista e uma ironia pungente.
Jorge Dias
(1950 - excerto)
MEMÓRiA

O 24JUL1787-1858 - Rodrigo da Fonseca Magalhães: Par do Reino, deputado, Conselheiro e Ministro de Estado - «Quando toda a gente funcionava por exclusão, ele funcionava por atracção. Era um congregador de pessoas… Aparentava simplicidade e modéstia, para que a sua superior inteligência (e erudição) não ofendesse(m) o comum dos mortais. Tinha todavia a pele fina e o seu orgulho ofendia-se com facilidade» (Maria de Fátima Bonifácio). IMAG.140-504

27JUL1867-1916 - Pantaleón Enrique Joaquín Granados Campiña, aliás Enrique Granados: Compositor espanhol, autor de Goyescas - «Amo a Catalunha. Quero-lhe acima de tudo, mas a minha música nasce por temperamento. A fantasia do artista é como um crisol no qual se depositam todos os materiais para que, uma vez unificados, surja a obra». IMAG.382-556-561

¢28JUL1887-1968 - Henri-Robert-Marcel Duchamp, aliás Marcel Duchamp: Pintor, escultor e poeta francês, cidadão americano a partir de 1955, inventor dos ready made - «A arte costuma ter a bela ideia de desperdiçar todas as teorias artísticas». IMAG.24-127-595

29JUL1917-2004 - Maria Paula Rosado Couvreur de Oliveira, aliás Maria Paula: Actriz e cantora portuguesa, de cinema e teatro - «É muito difícil ser actor. Mas gosto da vida, gosto de tudo quanto é bonito, de tudo quanto é bom». IMAG.11-501

1912-30JUL2007 - Michelangelo Antonioni: Cineasta italiano - «Não me considero um sociólogo ou um político. Nos meus filmes, procuro apenas imaginar o que será o futuro, e como se representará». IMAG. 99-158-206-264-319-343-388-403-475

1918-30JUL2007 - Ingmar Bergman: Cineasta e encenador sueco - «Muitas pessoas de teatro esquecem que o nosso trabalho no cinema começa com o rosto humano. Podemos, com certeza, deixar-nos absorver completamente pela estética da montagem, podemos reunir objectos e seres inanimados num ritmo fascinante, podemos fazer composições do real de uma beleza indestrutível… Mas a possibilidade de nos aproximarmos de um rosto humano é, sem dúvida, a originalidade primeira e a qualidade que distingue o cinema». IMAG.28-112-113-125-158-186-215-331-362-399-412-422-470-495-540

31JUL1907-1973 - António Jorge Dias: Etnólogo e antropólogo português - «[O Português] É um povo paradoxal e difícil de governar. Os seus defeitos podem ser as suas virtudes, e as suas virtudes os seus defeitos, conforme a égide do momento» (Os Elementos Fundamentais da Cultura Portuguesa - 1953).IMAG.431

BREVIÁRiO

Universal edita em CD, sob chancela Decca, Benjamin Britten [1913-1976]/[Samuel] Barber [1910-1981]: Piano Concertos; Nocturnes por Elizabeth Joy Roe, com London Symphony Orchestra, sob a direcção de Emil Tabakov. IMAG.71-298-443-473-481-485-589-612

¨ Quetzal edita O Lugar das Fitas de Dinis Machado (1930-2008); organização de Marta Navarro. IMAG.218-232-261-267-296-332-387-612

¨ Marcador edita Samarcanda de Amin Maalouf; tradução de Paula Caetano.


terça-feira, julho 19, 2016

IMAGINÁRiO #619

José de Matos-Cruz | 16 Julho 2017 | Edição Kafre | Ano XIV – Semanal – Fundado em 2004

PRONTUÁRiO

DINOSSAUROS

Há 150 milhões de anos, os dinossauros dominam o mundo, enfrentando duras provações - com a desertificação do meio natural, e os cataclismos relativos à formação dos continentes. Little Foot é um brontossauro, cuja mãe faleceu ao enfrentar um feroz tiranossauro, em defesa do seu bebé. Alimentando-se de carne, esse símbolo do mal aterrorizará a jornada que Little Foot empreenderá, com outros companheiros, até uma região verdejante e aprazível, autêntico paraíso após tantos riscos e agruras de viagem… Eis Em Busca do Vale Encantado/The Land Before Time, uma longa metragem de animação produzida por Steven Spielberg & George Lucas, e realizada em 1988 por Don Bluth.
Nesse mesmo ano, a Companhia Walt Disney começou a esboçar o projecto de
Dinossauro/Dinosaur (2000), cuja realização, a partir de 1994, caberia a Eric Leighton & Ralph Zondag – este, discípulo de Don Bluth que, em 1969, abandonara os Estúdios da Disney… Além de tais relações ou coincidências factuais e ficcionais, quanto à solidariedade face aos perigos da sobrevivência, assumida pelos jovens heróis dos tempos da pré-história, Em Busca do Vale Encantado converteu-se numa saga de sucesso, repercutida em múltiplas aventuras. IMAG.175-506



CALENDÁRiO

¸05MAI2016 - Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo realizaram, e estreiam Mudar de Vida - José Mário Branco, Vida e Obra (2014). IMAG.200-390-537

¸05MAI2016 - Midas Filmes estreia Rio Corgo (2015) de Maya Kosa e Sérgio da Costa; com Joaquim Silva.

12MAI-11JUN2016 - Bedeteca da Amadora apresenta Banda Escrita: André Oliveira - Uma Exposição Em Torno do Trabalho do Argumentista. IMAG.424-163

PARLATÓRiO

Nesta máquina do mundo, entrando também nela os céus, as estrelas têm seu curso ordenado, que não pervertem jamais; o sol tem seus limites e trópicos, fora dos quais não passa; o mar, com ser um monstro indómito, em chegando às areias, pára; as árvores, onde as põem, não se mudam; os peixes contentam-se com o mar; as aves com o ar; os outros animais com a terra. Pelo contrário, o homem, monstro ou quimera de todos os elementos, em nenhum lugar pára, com nenhuma fortuna se contenta, nenhuma ambição, nem apetite o farta; tudo perturba, tudo perverte, tudo excede, tudo confunde, e como é maior que o mundo não cabe nele.
Padre António Vieira
- O Homem e o Mundo

SUMÁRiO

Padre António Vieira
¨ António Vieira (1608-1697) nasce em Lisboa. Aos seis anos vai para o Brasil, onde completa a formação na Companhia de Jesus. Cedo afirma o dote de oratória, tornando-se pregador e professor. Em 1644, D. João IV nomeia-o pregador real e conselheiro. Participa em missões diplomáticas pela Europa e critica a Inquisição; defende legislação que proteja os índios brasileiros e reclama a integração dos judeus na sociedade portuguesa. Em 1663, o Tribunal do Santo Ofício persegue-o, sendo o indulto real a sua salvação. Vai para Roma até 1675, regressando a Portugal, onde se sente indesejado, e parte para o Brasil aos 73 anos. Além de se dedicar às missões da Companhia de Jesus no Maranhão, escreve A Chave dos Profetas.
30MAR2013 - Diário de Notícias - Queficiente de Inteligência

BREVIÁRiO

¨
Temas e Debates edita Escritos Sobre os Índios do Padre António Vieira; coordenação de Ricardo Ventura.

TRAJECTÓRiA

MARCONI
Físico transalpino, Guglielmo Marconi nasceu em Bolonha, a 25 de Abril de 1874. Estudou em Bolonha, Florença e Leghorn. Seguindo as pesquisas de outros investigadores como Heinrich Hertz, para quem as ondas magnéticas que vibrassem no ar poderiam gerar sons, comprovou tal teoria em 1894-1895, no celeiro da casa onde morava em Pontecchio, transformado em laboratório. Assim experimentados os princípios elementares, em 1896 inventou a rádio, o primeiro sistema de telegrafia sem fios, logrando no ano seguinte enviar mensagens a grandes distâncias. Tendo a Itália rejeitado com displicência a oferta da sua criação, e sendo filho de uma irlandesa, decidiu emigrar para a Grã- Bretanha. Em 1899, conseguiu a transmissão sem fios do Código Morse através do Canal da Mancha. Em 1909, recebeu o Prémio Nobel da Física, juntamente com o alemão Karl Ferdinand Braun, autor do osciloscópio e que também interviera nas investigações telegráficas. Em 1927, Marconi retransmitiu um espectáculo teatral a partir de Buenos Aires e, em 1930, acendeu as luzes do Palácio da Justiça de Sydney sem usar qualquer interruptor manual, desde a sua nave Electra, ancorada no porto de Génova. Com a rádio e os seus derivados, Marconi franqueou um horizonte tecnológico inimaginável, mesmo para ele próprio. Embora tardiamente, o país natal honrou-o em vida, tendo recebido do Rei o título de Marquês, em reconhecimento pelo seu trabalho. Marconi faleceu em Roma, a 20 de Julho de 1937, e foi precisamente o meio por ele concebido, a rádio, que anunciou a funesta ocorrência ao mundo inteiro.

Lampedusa
Escritor italiano, Giuseppe Tomasi di Lampedusa nasceu a 23 de dezembro de 1896, em Palermo. Oriundo de uma das mais ancestrais famílias da nobreza siciliana, arruinada na altura do seu nascimento, era filho do duque de Parma e neto do príncipe de Lampedusa.
Viveu uma juventude boémia e irresponsável, manifestando no entanto grande interesse pela biblioteca da família, rica em volumes de língua estrangeira que lia com entusiasmo. Não obstante, a família, muito em particular a mãe, procurou desmotivá-lo das suas aspirações literárias.
Com a deflagração da Primeira Grande Guerra, cumpriu o serviço militar como oficial de artilharia, até ser capturado na Hungria, mas conseguindo escapulir-se da prisão, não teve outra solução senão caminhar de volta para Itália. De regresso a casa, foi vítima de um esgotamento nervoso.
Em 1926, após a morte da mãe, Lampedusa deu início à publicação de uma série de artigos sobre os escritores franceses do século XVI num periódico genovês.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Lampedusa optou por passar longas temporadas no estrangeiro. De visita a um tio, embaixador italiano em Londres, conheceu uma refugiada vinda da Lituânia, a Baronesa Alessandra Wolff-Stomersee, com quem casou. Em 1955 começou a escrever Il Gattopardo (1958), obra que veio a ser considerada como a sua melhor criação. Il Gattopardo foi publicado após a morte do autor, a 23 de julho de 1957, ocorrida em Roma. Enviado anonimamente e a princípio rejeitado pelo também escritor Elio Vittorini, talvez pela sua análise fria do anacronismo e da nostalgia, o manuscrito acabou por ser descoberto, tornando-se num grande sucesso comercial. O romance retrata a decadência de uma família siciliana, desde os tempos da Unificação Italiana até 1910, cobrindo cerca de cinquenta anos de história. Esta sua obra foi adaptada para o cinema pelo realizador italiano Luchino Visconti em 1963, com a participação de atores como Burt Lancaster e Alain Delon.
Foram também publicados a título póstumo os seus Racconti, em 1961, e os seus ensaios, em dois volumes, entre 1959 e 1971.

MEMÓRiA

¨ 17JUL1937-2015 - Vítor Silva Tavares: Escritor e editor português, fundador da &etc - «Dotado de uma cultura, com grande capacidade de observação, forte ironia e uma escrita de muita qualidade» (João Rodrigues/Sextante). IMAG.225-586

1926-17JUL1967 - John William Coltrane, aliás John Coltrane: Compositor de jazz e saxofonista americano - «A maioria dos músicos está interessada na verdade… A minha arte é a expressão natural da minha fé, do meu conhecimento, do meu ser». IMAG.190-499-528-538-559-579

Desenho de Susana Resende (c) 2015
1608-18JUL1697 - Padre António Vieira: Escritor português, filósofo e orador da Companhia de Jesus - «Demócrito ria, porque todas as coisas humanas lhe pareciam ignorâncias; Heraclito chorava, porque todas lhe pareciam misérias: logo maior razão tinha Heraclito de chorar, que Demócrito de rir; porque neste mundo há muitas misérias que não são ignorâncias, e não há ignorância que não seja miséria». IMAG.118-139-165-191-215-226-237-241-295-494-553-566

¯ 18JUL1927-2015 - Kurt Masur: Maestro alemão, radicado nos EUA - «Acreditava no poder da música para unir a humanidade de um modo cada vez mais intenso» (Alan Gilbert). IMAG.245-598

1874-20JUL1937 - Guglielmo Marconi: Físico italiano, inventor da telegrafia sem fios - «Só progredimos, quando estamos cientes de que poderemos ir muito mais além… Cada dia que passa, sinto a humanidade cada vez mais vitoriosa na sua luta com o espaço e o tempo». IMAG.139-464

1685-23JUL1757 - Domenico Scarlatti: Compositor italiano de inspiração barroca, nascido Nápoles, autor de Stabat Mater (cerca de 1715), viveu na corte de Portugal em 1719-1727, sendo Mestre da Capela Real de D. João V e professor dos príncipes seus filhos. IMAG.64-139-253-324-384-536

1896-23JUL1957 - Giuseppe Tomasi di Lampedusa: Escritor italiano, autor de O Leopardo (publicado em 1958) - «A não ser que nos salvemos, dando as mãos agora, eles submeter-nos-ão à República. Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude.» (Príncipe de Falconeri). IMAG.105-189-276-295-410-591

¸ 23JUL1967-2014 - Philip Seymour Hoffman: Actor americano, distinguido com o Oscar por Capote (2005) - «A diversidade de trabalhos a que se propôs nos mais de cinquenta papéis no cinema que compõem a sua filmografia não deixa de ser admirável» (João Moço). IMAG.84-499

domingo, julho 17, 2016

IMAGINÁRiO #618

José de Matos-Cruz | 08 Julho 2017 | Edição Kafre | Ano XIV – Semanal – Fundado em 2004

PRONTUÁRiO

FIGURAÇÕES


Nos últimos tempos tem-se acentuado, quanto ao nosso panorama em quadradinhos, uma vertente sugestiva e intermédia - a qual, porventura com menor impacto junto do público, logra um decisivo alcance entre os fanáticos. Privilegiando a criatividade por artistas nacionais, ou inserindo uma equivalente expressão além-fronteiras, as Edições Polvo - sob direcção de Rui Brito - incidiram nesta segunda via, por 2000-2001, com Magic Boy de James Kochalka, na colecção Primata Comix.
Um gatinho que reage como um cão, um passarito que se apaixona pelo gatinho, um insecto que sobrevive às angústias - eis bizarras peripécias, que Kochalka recria autobiograficamente. Nascido em 1966, vivendo em Burlington (Maine, EUA), com a mulher Amy e o bichano Spandy, Kochalka tem este aspecto de dentuça adolescente - cheio de ilusões quanto a uma carreira artística, depois de despedir-se do emprego convencional. Galardoado com vários Prémio Ignatz, Kochalka esteve em Portugal em 1999, e já era conhecido entre nós, com A Minha Vida Como Ilustrador, ou graças ao fanzine Mouco e à revista Quadro.



CALENDÁRiO

1952-30ABR2016 - Paulo Varela Gomes: Crítico e historiador de arquitectura, professor universitário - «Um extraordinário historiador de arte, pioneiro da história da arquitectura, uma área em que mudou os modos de ver, em que renovou toda a metodologia» (Vítor Serrão).

30ABR-MAI2016 - Na Amadora, Clube Português de Banda Desenhada/CPBD expõe Eça de Queirós [1845-1900] Na Banda Desenhada - em produção da Câmara Municipal de Moura e do GICAV/Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu, sendo comissário Luiz Beira. IMAG.14-19-52-60-90-101-148-165-178-199-203-205-214-275-287-313-342-394-434-470-483-532-540-554-593-609

30ABR-MAI2016 - Na Amadora, Clube Português de Banda Desenhada/CPBD apresenta Alexandre, o Herculano - exposição sobre adaptações em banda desenhada da obra de Alexandre Herculano (1810-1877), em produção da Câmara Municipal de Moura e do GICAV/Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu, sendo comissário Luiz Beira. IMAG.38-95-99-146-167-220-268-309-312-321-338-384-412-416-430-489-541-544-552

1925-02MAI2016 - Querubim Lapa de Almeida, aliás Querubim Lapa: Artista plástico português, pintor, desenhador, escultor e ceramista, professor - «Não sonhava com cerâmica. O que eu queria era ser pintor. Na verdade, eu sempre quis ser pintor - costumo até dizer que sou um pintor escondido atrás da cerâmica» (2014 - ao Up Magazine). IMAG.393

05MAI2016 - Leopardo Filmes produziu, e estreia Axilas de José Fonseca e Costa; com Pedro Lacerda e Elisa Lisboa. IMAG.63-77-117-126-158-192-223-334-508-593

06MAI-22MAI2016 - Em Odivelas, Centro Cultural Malaposta apresenta Diverge - exposição de fotografia e desenho de Nelson Paiva, Mafalda Paiva e Paulo Paiva.

06MAI-10JUL2016 - No Centro Cultural de Cascais, Fundação D. Luís I apresenta Neofigurativismo Lírico - exposição de pintura de Helena Justino.

14MAI-26FEV2017 - Em Vila Franca de Xira, Museu do Neo-Realismo expõe Passageiro Clandestino - Mário Dionísio [1916-1993] 100 Anos, sendo curador António Pedro Pita. IMAG.89-243-443-530-553-571

PARLATÓRiO

Eu não sou uma estrela de cinema, sou uma actriz. Ser uma estrela de cinema é ter uma existência artificial, viver para os valores falsos e para a publicidade.
- Vivien Leigh

MEMÓRiA

1913-08JUL1967 - Vivian Mary Hartley, aliás Vivien Leigh: Actriz britânica do teatro e do cinema - «Em minha opinião, a comédia é muito mais difícil do que a tragédia. É muito mais fácil fazer as pessoas chorarem, do que fazê-las rirem». IMAG.46-131-334


1729-09JUL1797 - Edmund Burke: Filósofo e político anglo-irlandês - «Quanto maior é o poder, mais perigoso é o abuso».

10JUL1867-1936 - Finley Peter Dunne: Jornalista e editor americano - «Há uma regra simples… O trabalho de um jornal é confortar os aflitos, e afligir os confortados». IMAG.560

1898-11JUL1937 - Jacob Gershowitz, aliás George Gershwin: Compositor americano, autor de Porgy and Bess ou de Rapsody In Blue - «Daria tudo o que tenho por um pouco do génio de que Schubert precisou para compor a sua Ave Maria». IMAG.97-248-326

12JUL1817-1862 - Henry David Thoreau, aliás Henry Thoreau: Escritor e naturalista americano - «A virtude a que chamamos boa vontade entre os homens é, apenas, a virtude dos porcos na pocilga - que dormem bem juntos, para se aquecerem». IMAG.369

14JUL1917-2011 - Arthur Laurents: Dramaturgo (Home of the Brave - 1945), argumentista (A Corda/The Rope - 1948) e libretista (West Side Story - 1957) americano - «O entretenimento é a sobremesa, e precisa de ser equilibrado pelo prato principal - o teatro de substância». IMAG.360-415

NOTICIÁRiO

O Peso de Algumas Rainhas
Uma folha estrangeira dá a seguinte nota acerca do que pesam algumas soberanas da Europa. A rainha de Inglaterra, que passou por Cimiez, quando ali esteve, pesava 70 quilos. A rainha Margarida de Itália pesa, exactamente, 63 quilos e meio. A rainha regente de Espanha, 60 quilos; o peso da rainha Isabel eleva-se a 83 quilos. Quanto à imperatriz da Áustria, pesa apenas 41 quilos e meio.
10JUL1897 - Diário de Notícias

BREVIÁRiO

Relógio D’Água edita Sensibilidade e Bom Senso de Jane Austen (1775-1817); tradução de Paulo Faria. IMAG.117-146-543-615

Valentim de Carvalho edita em CD, Fado Português de Amália Rodrigues (1920-1999). IMAG.20-33-226-239-245-270-276-279-283-326-341-408-470-536-546-556-589-600-601

Dom Quixote edita O Amante Ingénuo e Sentimental de John Le Carré; tradução de J. Teixeira de Aguilar. IMAG.167-232-342-390-499-571

Porto Editora lança A Sala Magenta de Mário de Carvalho. IMAG.327-410-528-541-542-543-581-603-612

Gradiva edita História das Terras e dos Lugares Lendários de Umberto Eco (1932-2016); tradução de Eliana Aguiar. IMAG.22-40-58-175-283-417-603-606

Warner edita em CD, Beauty Is a Rare Thing: The Complete Atlantic Recordings de Ornette Coleman (1930-2015). IMAG.574

Presença edita Alice No País das Maravilhas de Lewis Carroll (1832-1898); ilustrações de John Tenniel. IMAG.47-305-336-356-433-487

ANUÁRiO

1547-1615 - Mateo Alemán y de Enero, aliás Mateo Alemán: Escritor espanhol - «Ninguém se considera como é visto; penso de mim o que tu pensas de ti; cada um julga melhor a maneira como trata mais correcta a sua vida, mais justa a sua causa, maior a sua honra e mais acertadas as opções que toma». IMAG.542

EXTRAORDINÁRiO

OS ALTERNATIVOS - Folhetim Aperiódico

QUANDO ME ENTERNEÇO EM VÃO, DESAPAREÇO – 10
Benigna foi amolecendo, com remorso e rancor. Tornou-se desmazelada, vingativa, dava à língua constantemente sobre o seu fado antigo. Só que agora, para amesquinhar o Manso, idolatrava Malfeito como um primor da criação.
- Continua

sexta-feira, julho 15, 2016

IMAGINÁRiO EXTRA - António Pinheiro

Um Nome Para a História do Teatro Português

O nexo fecundo que, nos últimos anos, se tem manifestado em Portugal, entre investigação universitária e lançamento editorial, vem permitindo o acesso de um mais vasto público a facetas culturais ou figuras notórias que, de outro modo, permaneceriam restritas ou, apenas, conhecidas de uma forma esparsa ou aleatória. É nesta perspectiva que ganham fundamento e relevância títulos como António Pinheiro: Um Nome Para a História do Teatro Português, da autoria de Luís Gameiro e em apresentação sob chancela Arandis.
A partir de uma dissertação de Mestrado, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, esta obra exemplar traça uma expressiva inventariação sobre a versátil personalidade artística e a influente carreira profissional de António Pinheiro (1867-1943) – como actor, encenador ou professor do Conservatório – articuladas com a sua abrangente e significativa intervenção criativa, testemunhadora e solidária – ainda como escritor ou sindicalista – na transição entre os Séculos XIX e XX, reflectindo a viragem da Monarquia para a República. Para além de uma abordagem expositiva e analítica, de valências pessoais, Luís Gameiro reúne e sistematiza uma vasta informação documental, complementada por um referencial anexo fotográfico. Assinalada, fica a importante actividade de António Pinheiro no âmbito da Invicta Film, como intérprete, director de actores e realizador, a qual Luís Gameiro – que é Técnico Superior do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema – poderá, oportunamente, desenvolver e divulgar em próximo livro.
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quarta-feira, julho 13, 2016

IMAGINÁRiO #617

José de Matos-Cruz | 01 Julho 2017 | Edição Kafre | Ano XIV – Semanal – Fundado em 2004

PRONTUÁRiO

TRANSGRESSÕES

Além de actor exuberante,
Mel Brooks é, ainda, um cineasta de genial veia cáustica que, a partir dos anos ’70, se impôs entre os maiores realizadores americanos do burlesco, sobretudo com paródias a géneros ou tendências do cinema. Assim resultaria em Frankenstein Júnior/Young Frankenstein (1974) - de que Brooks for também argumentista, com o protagonista Gene Wilder. Em causa, uma sátira aos clássicos do terror - a propósito de Frankenstein, escrito por Mary Shelley (1816) e transfigurado por James Whale (1931). Simulando fidelidade ao roteiro original, a trama de Frankenstein Júnior subverte as peripécias consagradas, com demolidoras insinuações míticas, sociais ou políticas. O monstro produzido pelo neto do Doutor Frankenstein não se limita a reagir, com violência ou força bruta, à hostilidade da gente normal - pelo seu aspecto tremendo, que oculta uma sensibilidade em filigrana. Pelo contrário, a Criatura contamina mesmo, intelectual ou sexualmente, aqueles que o rodeiam, numa alegoria fascinante sobre o ente abominável. IMAG.44-167-411-429

CALENDÁRiO

µ29MAR-05JUN2016 - Galeria da Avenida das Índias apresenta Paisagens Interiores - exposição de fotografia (Maputo, 2011-2015) de Filipe Branquinho (Moçambique). IMAG.458

09ABR-03JUL2016 - Em Barcelos, Museu de Olaria expõe Júlia Ramalho 60/70 - mostra comemorativa dos 60 anos de carreira e dos 70 anos de idade da barrista.

09ABR-31DEZ2016 - Em Barcelos, Museu de Olaria expõe Geração Ramalho - os trabalhos mais representativos da família de barristas, incluindo Rosa Ramalho.

¨21ABR-22MAI2016 - Paredes de Coura expõe Mil Anos Me Separam de Amanhã - Viagem ao Universo de Mário de Sá-Carneiro [1890-1916] No Centenário da Sua Morte. IMAG.65-71-236-275-307-560-561

µ27ABR-04JUN2016 - No Teatro da Politécnica, Artistas Unidos apresenta Gota a Gota - exposição de fotografia (2014-2015) de Jorge Martins. IMAG.102-333-341-386-392-460-486

¸28ABR2016 - NOS Audiovisuais estreia Balada de Um Batráquio de Leonor Teles.

¨17MAI-SET2016 - Em Lisboa, Sociedade Portuguesa de Autores/SPA expõe Humberto Delgado [1906-1965] - General da Liberdade e Escritor, sob concepção e direcção gráfica de Fernando Filipe. IMAG.61-436-592

PARLATÓR
iO

Algum tempo atrás, talvez uns dias, eu era uma jovem caminhando por um mundo de cores, com formas claras e tangíveis. Tudo era misterioso e havia algo oculto; adivinhar-lhe a natureza era um jogo para mim. Se tu soubesses como é terrível obter o conhecimento de repente - como um relâmpago iluminando a Terra! Agora, vivo num planeta dolorido, transparente como gelo. É como se houvesse aprendido tudo de uma vez, numa questão de segundos. As minhas amigas e colegas tornaram-se mulheres lentamente. Eu envelheci em instantes, e agora tudo está embotado e plano. Sei que não há nada escondido; se houvesse, eu veria.
Frida Kahlo


ANTIQUÁRiO

Verão 2007 - A propósito das comemorações do centenário de nascimento de Frida Kahlo e do cinquentenário da morte de Diego Rivera (1886-1957), entre Julho e Novembro de 2007, é aberto ao público o arquivo documental da pintora mexicana, que não pôde ser consultado durante quase cinquenta anos, o qual reúne cerca de trinta mil objectos pessoais, entre fotografias, desenhos e cartas tanto da artista como do marido.

VISTORiA

Quando a uma árvore são cortados os ramos da copa, vão-lhe nascendo, mais perto da raiz, novos rebentos. Do mesmo modo, também as almas que, ao despontar, adoecem e quase fenecem, regressam frequentemente à primavera dos sentimentos, à apreensiva infância onde tudo começa, como se aí pudessem encontrar novas esperanças e reatar o fio condutor da vida, que antes fora quebrado. Os rebentos que brotaram perto das raízes anseiam por uma rápida ascensão, mas tudo não passa de uma ilusão, pois nunca a partir deles se voltará a desenvolver uma verdadeira árvore.
Hermann Hesse
- Hans (excerto)

Era uma vez um homem que se chamava Albinus e vivia em Berlim. Era rico, respeitável, feliz; certo dia abandonou a mulher por causa de uma jovem amante; amou, não foi amado; e a sua vida acabou em desastre.
Vladimir Nabokov
- Riso Na Escuridão (excerto)
MEMÓRiA

02JUL1877-1962 - Hermann Karl Hesse, aliás Hermann Hesse: Escritor alemão, naturalizado suíço, distinguido com o Prémio Nobel da Literatura em 1946, autor de O Lobo das Estepes - «Para lá dos limites que formam o nosso mundo, abrem-se novos e diferentes conhecimentos». IMAG.137-349-382

1899-02JUL1977 - Vladimir Vladimirovich Nabokov, aliás Vladimir Nabokov: Escritor americano de origem russa, autor de Lolita - «A nossa existência não é mais que um curto circuito de luz entre duas eternidades de escuridão… Sou suficientemente orgulhoso de saber alguma coisa para ter a modéstia de admitir que não sei tudo». IMAG.63-223-253-272-325-338-418-503-504-505-507-600-605

03JUL1927-2011 - Henry Kenneth Alfred Russell, aliás Ken Russell: Cineasta inglês, realizador de Os Diabos / The Devils (1971) - «Fazer filmes é muito complicado, e creio que a palavra acessível faz supor que se trata de uma actividade simples - quando, de facto, é extremamente difícil… Ao contrário da maior parte das pessoas, a realidade não me atrai, é algo sem interesse. Está demasiado à nossa volta». IMAG.166-386

1926-05JUL1987 - Jaime Cortez Martins, aliás Jayme Cortez: Artista luso-brasileiro de banda desenhada, pintor e ilustrador - «Aquando da minha chegada ao Brasil, em 1947, havia no seu mercado uma inflação de histórias em quadradinhos de origem americana. Ora, a banda desenhada é uma arte cujos autores precisam de estar bem informados… Então, eu passei a seguir - e incuti aos outros - o emprego de modelos vivos, desenho a partir do natural - todas as imensas coisas que, n’O Mosquito, o grande artista Eduardo Teixeira Coelho me ensinara. Em Lisboa, ele obrigava-me a ficar, horas e horas, esboçando animais, no Jardim Zoológico, e a servir-me dos amigos mais característicos, como figurinos para as diversas personagens».IMAG.78-87-117-129-372-481-578

06JUL1887-1985 - Mojša Zacharavič Šahałaŭ, aliás Marc Chagall: Artista plástico francês, pintor, ceramista e gravador, nascido na Bielorrússia - «Na arte, como na vida, tudo é possível, desde que seja feito com amor». IMAG.59-568

06JUL1907-1954 - Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón, aliás Frida Kahlo: Artista plástica mexicana - «Pinto a mim mesma, porque sou sozinha, e porque sou o assunto que conheço melhor». IMAG.78-110-137-198-382-474-571

06JUL1927-2004 - Jeanette Helen Morrison, aliás Janet Leigh: Actriz americana - «Em Psico [1960], ela não deveria usar aquele soutien… Porém, eu sou um abstencionista» (Alfred Hitchcock). IMAG.14-112-447-495

07JUL1927-2015 - José Alfredo de Vilhena Rodrigues, aliás José Vilhena: Escritor e humorista, pintor e ilustrador português - «Foi um autor incontornável de três ou quatro décadas do humor em Portugal» (Luís Vilhena). IMAG. 19-149-587

BREVIÁRiO

¨ Dom Quixote edita Prosa - Edição Comemorativa Cem Anos 1890-1916 de Mário de Sá-Carneiro.

¨ Tinta da China edita Em Ouro e Alma - Correspondência Com Fernando Pessoa (1888-1935) de Mário de Sá-Carneiro (1890-1916); organização de Ricardo Vasconcelos e Jerónimo Pizarro.

¨Guerra & Paz edita O Que Fazem as Mulheres de Camilo Castelo Branco (1825-1890). IMAG.27-31-41-87-111-113-145-146-161-171-179-180-185-209-227-236-237-244-256-277-293-328-334-389-390-414-421-432-453-497-507-520-529-534-544-603-605