sexta-feira, outubro 27, 2017

IMAGINÁRiO-Extra: 28º Amadora BD

Inaugura hoje, dia 27 Nov., às 21h30, no Fórum Luís de Camões (Brandoa), o 28º Amadora BD (Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora), com o tema “Reportagem,” sendo o cartaz oficial deste ano assinado pelo autor Nuno Saraiva. Toda a informação alusiva ao festival, desde mostras, autores e editores presentes, apresentações e lançamentos agendados, está disponível no website do evento – veja AQUI.

Os artistas envolvidos - Daniel Maia, Daniel Henriques, José Garcês, José Ruy e Susana Resende (O Infante Portugal), e Daniel Maia, Renato Abreu, Susana Resende e Teotónio Agostinho (Aurora Boreal) - juntam-se ao autor José de Matos-Cruz, e à editora Fernanda Frazão (Apenas Livros), pelo que vos convidamos a participar.

As novidades editoriais d'O Infante Portugal e Aurora Boreal, bem como outros títulos, estão à venda no stand da editora Arte de Autor
, que também comercializa as canecas coleccionáveis destes heróis.

quinta-feira, outubro 26, 2017

IMAGINÁRiO #686

 José de Matos-Cruz | 08 Dezembro 2018 | Edição Kafre | Ano XV – Semanal – Fundado em 2004
PRONTUÁRiO

ESPIONAGEM
A saga de James Bond nasceu em 1952, imaginada por Ian Fleming (1908-1964) - que foi chefe da secção internacional do Sunday Times, até que decidiu criar «a mais fantástica aventura de espionagem» - cuja emulação corresponderia a uma fase crítica no equilíbrio entre as super-potências, designada por guerra fria.
Chegando ao cinema em 1962, cedo o agente com a impunidade inerente à sua
licença para matar, sob a sigla 007, se constituiu em mística de um território autónomo, no domínio em sagração, avassalado por múltiplos climas e conflitos políticos, ao longo de várias décadas. Aliás, James Bond é, porventura, a figura heróica de raiz literária que maior expressão atingiu em grande ecrã, onde o seu vigor aventuresco e envergadura mítica se repercutiram. Ensaístas e sociólogos têm-se debruçado sobre este fenómeno de popularidade. Em Bond, há estigmas que suplantam a concepção tradicional do paladino (lutar pela lei e por amor à justiça), na sua eterna ambição de salvaguarda do bem: o jogo alarga-se num âmbito onde o recurso à violência está, pois, legalizado e, por outro lado, os polos em disputa surgem cinicamente mais evidentes.
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CALENDÁRiO

12JUL-04SET2017 - Em Lisboa, Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia / MAAT apresenta Branco e Azul | Lisboa - exposição de cerâmica, desenho e pintura de Bai Ming (China), sendo curadores Fan Di’an, Rosa Goy e Margarida Almeida Chantre.

13JUL-14SET2017 - Em Lisboa, Galeria das Salgadeiras apresenta Internato - exposição de fotografia de Antoine Pimentel.

14JUL-23SET2017 - Em Lisboa, Galeria Zé dos Bois expõe, no âmbito da Capital Ibero-Americana de Cultura, Cartazes Cubanos da OSPAAAL [Organização de Solidariedade Para Com os Povos de África, Ásia e América Latina] 1960-1980, sendo curador Natxo Checa. IMAG.595

20JUL-22OUT2017 - Em Lisboa, Museu do Oriente expõe Laços | Mais do Que Viajar - retrospectiva fotográfica de Nuno Lobito.

22JUL-01OUT2017 - Em Idanha-a-Velha, Igreja de Santa Maria/Sé Catedral apresenta Quatro à Sé - exposição de fotografia de Edgar Massul, Jorge Feijão, Luís Nobre e Samuel Rama, sendo comissário Valter Vinagre. IMAG.248-306-414-538-580-584-614-640-671-681

31JUL-08SET2017 - Em Lisboa, Casa da Imprensa apresenta, com Estação-Imagem e Câmara Municipal de Viana do Castelo, Lugares de Silêncio - exposição de fotografia de Bruno Simões Castanheira, distinguido com o Prémio Estação-Imagem 2016 Viana do Castelo.

ANTIQUÁRiO

14DEZ1918 - Pouco antes da meia-noite, o Presidente da República, Sidónio Pais é assassinado na Estação do Rossio, em Lisboa, com dois tiros de pistola por José Júlio da Costa, ao preparar-se para apanhar o comboio para o Porto. Referiu Egas Moniz, após a sua morte: «Homem cheio de virtudes e extraordinárias qualidades, que um desvairo messiânico perdeu».

PARLATÓRiO

Justiça é consciência - não uma consciência pessoal, mas a consciência de toda a humanidade. Aqueles que reconhecem claramente a voz de suas próprias consciências, normalmente reconhecem também a voz da justiça.
Hoje em dia, não pensamos muito no amor de um homem por um animal; rimos de pessoas que são apegadas a gatos. Mas, se deixarmos de amar os animais, não estaremos na iminência de deixarmos, também, de amar os humanos?
Alexander Soljenitsine
PLENÁRiO

Senhores Deputados e Senadores:
Eleito e proclamado o Presidente da República e constituído o Congresso, entra o país em plena normalidade constitucional.
A Constituição Política da República Portuguesa, com as alterações decretadas durante a ditadura revolucionária, regula até que o Congresso faça a sua revisão, as funções dos três poderes do Estado: legislativo, executivo e judicial, independentes e harmónicos entre si.
Chefe da Revolução de 5 de Dezembro, sinto vivo prazer em ter podido conduzir o país com a colaboração de todos os que tomaram parte no movimento revolucionário e o apoiaram após oito meses de dificuldades inúmeras e de áspera luta de todos os dias contra a demagogia, tendo sempre assegurado a ordem e o respeito pelas liberdades públicas e pelos direitos individuais, a uma situação perfeitamente normalizada, em que a soberania nacional se exerce por intermédio dos seus legítimos órgãos.
Foi para o povo que se fez a revolução de 5 de Dezembro, segundo as nobres aspirações dos que a levaram a efeito.
Foi com os olhos sempre fitos no povo que governei durante o período ditatorial.
É para o povo que desejo de todo o coração que se continue a governar de hora avante.
É tão grosseiro o erro que se comete supondo a Revolução de 5 de Dezembro reacionária, como supondo-a demagógica.
Nunca uma verdadeira revolução, e foi-o aquela, que o povo português na sua quase unanimidade consagrou, pode deixar de ser guiada por uma ideia de progresso.
Pela parte que me toca, só quem desconhece o meu passado e ignora a persistência do meu carácter, pode apodar-me de reaccionário. Tão pouco poderia associar-me a uma obra improgressiva.
Fui sempre e sou republicano; por isso procurei manter e consolidar a República.
Atravessava-se, na época em que começou a organização revolucionária, um período crítico em que os desmandos e a corrupção do poder perturbavam as consciências.
Em cada peito se gerava um fundo ressentimento de revolta. Era mister canalizar essas forças desorientadas, para evitar a anarquia evidente. Ou se fazia a coordenação dessas energias dispersas, ou viria o caos. Não só a pátria estava em perigo. Se elementos republicanos não encarnassem em si as aspirações do país, a revolução poderia vir a apresentar a forma duma restauração monárquica. Era mister actuar rapidamente.
Sidónio Pais
- Mensagem ao Parlamento - 22JUN1918 - Abertura do Congresso da República (excerto)

MEMÓRiA

11DEZ1908-2012 - Elliott Cook Carter Jr, aliás Elliott Carter: Compositor americano - «Começo a pensar na minha música, caminhando pelas ruas. Cada composição é uma nova aventura, mas também uma crise na minha vida… Não consigo conformar-me com a ideia de fazer algo a que ontem já me dediquei». IMAG.433

11DEZ1908-2015 - Manoel Cândido Pinto de Oliveira, aliás Manoel de Oliveira: Cineasta português - «Na minha cabeça há um turbilhão de ideias, de projectos. Mesmo que me proporcionem facilidades, a minha vida não será suficiente para concretizar tudo isso».
IMAG.2-11-23-41-42-48-60-68-72-74-83-134-158-161-164-165-170-175-178-190-199-201-203-205-206-208-214-221-222-224-225-237-241-242-244-248-256-277-283-285-287-293-295-301-335-342-347-350-358-384-394-400-431-432-451-494-501-539-546-563-565-567-572-606-629-642-645-661

11DEZ1918-03AGO2008 - Aleksandr Issaiévich Soljenítsin, aliás Alexander Soljenitsine: Escritor e dissidente russo, Prémio Nobel da Literatura em 1970 - «Ao longo dos anos, até 1961, eu não estava sequer convencido de que uma simples linha por mim escrita alguma vez fosse publicada, durante a minha vida… Mas, por outro lado, também raramente ousava permitir que mesmo os meus mais íntimos lessem o que eu havia escrito, por receio de que esse mero facto se tornasse conhecido». IMAG.147-209-474-535-638

11DEZ1928-1996 - Tomás Gutiérrez Alea: Cineasta cubano - «O cinema proporciona um elemento activo e de mobilização, que estimula a participação no processo revolucionário. Então, não basta ter um cinema moralizante, baseado na arenga e na exortação. Precisamos de um cinema que promova e desenvolva uma atitude crítica. Mas, como criticar e, ao mesmo tempo, consolidar a realidade na qual nos submergem?». IMAG.249-558

1923-11DEZ2008 - Bettie Mae Page, aliás Bettie Page: Pin-up americana, ícone e modelo fotográfico - «O sexo faz parte do amor. Por isso, convém não andar por aí a desfrutar, caso não estejamos apaixonados». IMAG.6-193-229-415

1714-14DEZ1788 - Carl Philipp Emanuel Bach: Compositor alemão de inspiração clássica e erudita, filho de Johann Sebastian Bach - «Como um músico criativo, permaneceu muito longe de seu pai» (Robert Schumann). IMAG.306-458-552

1872-14DEZ1918 - Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais, aliás Sidónio Pais: Oficial português de Artilharia, professor universitário, quarto Presidente da República - «A chama que ardia nos corações dos revolucionários elevava-se até aos Céus, numa inspiração de Justiça, de Verdade e de Beleza, que os inspirava, vaga talvez na forma da realidade, mas firme e definida na intenção mais pura de salvar a Pátria e de buscar a felicidade do Povo» (1918). IMAG. 62-206-237-369-409

14DEZ1918-2014 - Bellur Krishnamachar Sundararaja Iyengar, aliás BKS Iyengar: Guru indiano, mestre de yoga, divulgador pioneiro no Ocidente, autor de Light On Yoga (1966), mentor do escritor Aldous Huxley - «Quando me alongo, faço-o de tal forma que a minha mente também se projecta, e abre-se então uma porta da consciência». IMAG.530

BREVIÁRiO

Abysmo edita Poesia 1 de Antero de Quental (1842-1891); prólogo e edição crítica de Luiz Fagundes Duarte.IMAG.59-147-338-367-371-577-585-639-666

Teorema edita A Especulação Imobiliária de Italo Calvino (1923-1985); tradução de José Colaço Barreiros. IMAG.51-439-482-531-631-676
 

quarta-feira, outubro 25, 2017

Imaginário-Médio: newsletters de Outubro 2012

Com 35 antigas newsletters já recuperadas em dois meses de actividade, o Imaginário-Médio, dedicado a disponibilizar online os destaques e memórias divulgadas apenas via subscrição digital, após o descontinuamento do página web original e o surgimento deste blog oficial, partilha hoje o #389, #390, #391 e #392, alusivos à data virtual de Outubro de 2012. 

 

quinta-feira, outubro 19, 2017

O Infante Portugal em Universos Reunidos [Kafre/Arga Warga]

Concebido e recriado por José de Matos-Cruz em narrativa ilustrada, o Infante Portugal  é um emblemático herói, agora adaptado à banda desenhada nesta obra autónoma e conclusiva, cuja publicação assinala o 10º aniversário da revelação original da personagem.

O Infante Portugal em Universos Reunidos visa introduzir os novos leitores à origem dos paladinos de um universo lusitano mágico e iniciático, e, ainda, ligar a saga do herói primordial, publicada por Apenas Livros (2010-2012), à recente sequela sobre Aurora Boreal, apresentada em Maio de 2017, no XIII FIBDB.

Evocando momentos decisivos de uma história nacional, fantástica, desde eras imemoriais até à actualidade virtual, seguimos as proezas permutáveis d’O Infante Portugal e do Condestável Lusitano em momentos de crise ou euforia, tal como foram registados pelo Livro Livre, um artefacto místico, até à chegada da misteriosa Aurora Boreal.

Escrito por José de Matos-Cruz e desenhado por Daniel Maia, sendo artistas convidados Susana Resende e Daniel Henriques, e com uma participação especial dos mestres José Garcês e José Ruy, que primeiro os delinearam, O Infante Portugal em Universos Reunidos é uma edição independente e de tiragem limitada, incluindo conteúdos adicionais sobre o conceito ficcional e as incidências anteriores, além de uma caracterização das personagens fundamentais.

Apresentada no XIII FIBDB, a revista será lançada no 28º AmadoraBD, com a presença dos autores.

O Infante Portugal em Universos Reunidos
[Kafre/
Arga Warga]
Author/Autor: José de Matos-Cruz
Artist/Desenhador: Daniel Maia
Guest Artist/Desenhadora Convidada: Susana Resende
Guest Inker/Arte-Finalista Convidado: Daniel Henrique
Guest Cameo/Participação Especial – José Garcês & José Ruy
1st Edition/1a Edição: Outubro 2017
Depósito Legal: 432770/17
Comics/BD | 28p | 5,00€/$

terça-feira, outubro 17, 2017

Aurora Boreal e O Princípio Infinito - Livro Um

ilustração de Susana Resende
Após a estreia da heroína e a introdução ao seu universo criativo num título especial de lançamento, Aurora Boreal e O Instinto Supremo, com apresentação no XIII FIBDB, a Apenas Livros edita e distribui, no final de Outubro, o primeiro livro de cordel do ciclo inaugural sobre esta enigmática personagem, intitulado O Princípio Infinito.

Escrito por José de Matos-Cruz, em sequela da trilogia O Infante Portugal (Apenas Livros, 2007-2010), e tendo Aurora Boreal como protagonista, culmina assim um desafio criativo invulgar, pois não se trata de narrativa ilustrada, mas de literatura imaginada; em suma, os artistas, de percursos criativos variados e tendências autorais diversas, foram desafiados a conceber mundos originais e um conjunto de imagens alusivas, nas quais o autor depois se inspirou para tecer as peripécias.

Aurora Boreal e O Princípio Infinito: Primeiro Universo – O Bestiário Humano é o primeiro de quatro livros de cordel que completam o ciclo inicial, a que se seguirão outros dois ciclos, e tem a intervenção dos ilustradores Susana Resende (criadora do visão original da protagonista e ilustradora da capa do primeiro ciclo), Teotónio Agostinho (ilustrador da capa do primeiro universo), Renato Abreu e Daniel Maia.

A edição é complementada por galeria de imagens alternativas e pela banda desenhada curta Aurora Boreal e a Primeira Mutação, com argumento de José de Matos-Cruz e ilustração de Renato Abreu.

Aurora Boreal
Surgiu na saga d’O Infante Portugal, nascida de uma relação efémera
entre a soviética Oktobraia e o cósmico Malsão. Irradiando além das luzes
e das trevas, a sua aparência torna-se Presente, ao romper os ciclos da infância
e da realidade, pelo capricho súbito e intenso de uma libertação…

O Bestiário Humano
Houve, em tempos, um deus incerto, minucioso, que decidiu esmiuçar
a cartografia da humanidade. Sem dúvida, não fora ele a concebê-la,
e muito menos a criá-la. Porém, sentia-se intrigado com tanta quantidade
de espécies e aspectos, com tamanha qualidade de ousadias e vacilações.



Aurora Boreal e O Princípio Infinito
Primeiro Universo: O Bestiário Humano
(Apenas Livros)
Autor/Author: José de Matos-Cruz
Ilustração/Illustrations: Teotónio Agostinho,
Renato Abreu, Daniel Maia e Susana Resende
BD: José de Matos-Cruz (texto) e Renato Abreu (desenho)
1.ª Edição: Outubro 2017
Prosa Ilustrada | 36p/PB | PVP: 3,90€

Para mais informação, visitar o Facebook da editora Apenas Livros.

segunda-feira, outubro 16, 2017

IMAGINÁRiO #685

José de Matos-Cruz | 01 Dezembro 2018 | Edição Kafre | Ano XV – Semanal – Fundado em 2004

PRONTUÁRiO

CREPÚSCULOS
Em 1998, um dos mais prestigiados artistas europeus da banda desenhada, Enki Bilal sondou O Sono do Monstro - iniciando a tetralogia Monstro, culminante em 2007, sobre a terra onde nasceu, Jugoslávia. Testemunho impressionante de uma memória colectiva, latente e solitária - que Enki dedicou «a meu pai, filho de Ljubuški» - através das imagens fragmentárias, devastadas sobre a realidade nacional algures perdida e presente, entre o sortilégio do passado e os dilemas do futuro. História e fantástico, símbolos e ideais, armadilhas e perversões reflectiriam, em sua conexão temporal, a própria corrupção ou vulnerabilidade do ser humano - cujo crepúsculo se transcende além do horror e da morte, em momentos trágicos de um apocalipse bélico. Nostalgia, decepção, vingança, remorso, fundem-se pela densidade narrativa, a intensidade dos conflitos - estigmatizados num traço subtil, quanto à expressiva transparência sobre cenários e paisagens… Argumentista, ilustrador e colorista, Bilal confirmou, assim, o seu talento perturbante, inquieto mas emocionante como criador, transcendendo uma arquitectura onírica, nocturna elegia entre a liberdade e a opressão, nas virtualidades épico-dramáticas do imaginário. IMAG. 11-53-60-303-312-401-497

CALENDÁRiO

08JUL-30DEZ2017 - Em Elvas, Museu de Arte Contemporânea expõe Uma Colecção = Um Museu | 2007-2017 | Obras da Colecção António Cachola, sendo curador João Silvério. IMAG.575-610-631-670

14JUL-30SET2017 - Em Lisboa, Fundação Portuguesa das Comunicações apresenta, com Giefarte, Now and Ever | Oliveiras - exposição de fotografia pintada de Renée Gagnon, sendo curador Manuel Costa Cabral.

1943-27JUL2017 - Samuel Shepard Rogers III, aliás Sam Shepard: Escritor americano, dramaturgo e argumentista, realizador e actor - «Um dos primeiros, mais importantes e influentes escritores do movimento Off Broadway, especializado em captar os lados mais negros da vida americana em família» (Sopan Deb - The New York Times).

23JAN1928-31JUL2017 - Jeanne Moreau: Artista francesa, actriz, cantora e cineasta - «Para mim, a vida é sempre subir, até sermos queimados pelas chamas». IMAG.40-266

05AGO-05OUT2017 - Em Alvito, Espaço Adães Bermudes apresenta Louva, Lava, Leva - exposição de fotografia de Maria-do-Mar Rego e José M. Rodrigues. IMAG.667-682

27SET2017-21JAN2018 - Em Lisboa, Fundação Arpad Szènes-Vieira da Silva expõe Artes e Letras - Edições da Galeria Jeanne Bucher Jaeger (Paris), incluindo livros de artista alusivos a Max Ernst (1891-1976) e Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992).
IMAG.14-39-42-75-134-168-182-224-227-382-386-392-434-461-486-490-499-500-502-522-553-554-567-579-603-604-609-662-664

VISTORiA

Num insigne e real trono, de longe
Ofuscando a riqueza de Ormuz e Índia,
Ou lá onde o bel Este com mão fértil
Sobre bárbaros reis verte ouro e pérolas,
Se sentava Satã, alçado em glória
E valor à eminência má; de afronta
Solevado ao mais alto aquém da esperança
Aspira a mais além, voraz no fito
De armas vãs contra o Céu, e certo de êxito
Mostra do seu preitês enredo, excertos.
John Milton
- Paraíso Perdido - Livro II (fragmento)

PARLATÓRiO

Onde existe uma grande vontade de aprender, haverá necessariamente muita discussão, muita escrita, muitas opiniões; pois as opiniões dos homens bons são, apenas, conhecimento em bruto… Acima de todas as liberdades, dêem-me a de saber, de me expressar, de debater com autonomia, de acordo com a minha consciência.
John Milton

Aquilo Em Que Eu Creio
A primeira ideia que quis exprimir, a que é mais importante porque está colocada por cima de tudo, é a existência das verdades da fé católica. Tenho a sorte de ser católico, nasci crente e aconteceu que os textos sagrados me impressionaram desde a minha infância. Um certo número das minhas obras é, pois, destinado a pôr em relevo as verdades teológicas da fé católica. Este é o primeiro aspecto da minha obra, o mais nobre, indubitavelmente o mais útil, o mais válido, porventura o único que não lamentarei à hora da minha morte.
Mas sou um ser humano, como todos os seres humanos sou sensível ao amor humano, que quis exprimir em três das minhas obras com referência ao maior mito do amor humano, o de Tristão e Isolda.
Finalmente, admiro a natureza. Penso que a natureza nos ultrapassa de modo infinito, e sempre lhe pedi que me desse lições; tenho amor aos pássaros, por isso, de modo especial, interroguei os cantos dos pássaros, dediquei-me à ornitologia. Há na minha música esta justaposição da fé católica, do mito de Tristão e Isolda, e a utilização extremamente desenvolvida dos cantos dos pássaros.
Olivier Messiaen
- Entretiens Avec Olivier Messiaen
(Claude Samuel – 1967)

SUMÁRiO

Pérignon
A tradição atribui-lhe a elaboração dos primeiros vinhos espumosos fermentados em garrafa.
Enoteca Khantaros
MEMÓRiA

DEZ1638-1715 - Dom Pierre Pérignon: Monge da comunidade da abadia beneditina de Hautvilliers, perto da cidade francesa de Épernay. Conta a lenda que, um dia do ano de 1670, o frade se sobressaltou com o estalido de umas garrafas de vinho nas caves da abadia. Acorrendo ao local, Dom Perignon viu o líquido derramado e, como bom apreciador que era, provou-o. Deu-se então conta de que o vinho «fazia cócegas»; encantado com o sucedido, comunicou-o aos seus irmãos da comunidade. De facto, o acaso tinha-lhe proporcionado o conhecimento da fermentação natural do vinho, produzida pela acção do açúcar e das leveduras naturais existentes na uva. No entanto, Dom Perignon não se limitou a desfrutar do fenómeno; pelo contrário, tomou nota das circunstâncias e investigou-as, até perceber o método champagnoise de elaboração da bebida mais valiosa do mundo. Conta-se que o frade foi, também, quem determinou os dois elementos que mais ajudam a aperfeiçoar o champagne: a rolha de cortiça e a garrafa de vidro grossa. IMAG.50-205

04DEZ1638-1734 - Raphael Bluteau: Clérigo regular da Ordem de São Caetano, e filho de pais franceses, chegou a Portugal em 1668, a mando do Geral da Ordem, sendo autor de Primicias Evangelicas, ou Sermões Panegyricos (1676). «Além de importante trabalho literário, foi um dos grandes divulgadores das novas ideias científicas do seu tempo, com particular interesse pela astronomia» (Diário de Notícias). Falava inglês, francês, português, espanhol, italiano e grego - «Um fio de voz, não quebra o silêncio».

1601-06DEZ1658 - Baltasar Gracián y Morales: Jesuíta espanhol, escritor, filósofo e moralista, expoente do conceptismo, autor de A Arte da Prudência - «As coisas não são vistas pelo que são, mas pelo que parecem. São raros os que olham por dentro e muitos os que se contentam com as aparências. Não basta ter razão, se uma acção tem má aparência». IMAG.91

06DEZ1908-1934 - Lester Joseph Gillis, aliás Baby Face Nelson: Durante a década de ’30, Inimigo Público nº 1 nos EUA - «Não aceito líderes. Tenho a minha própria maneira de assaltar bancos. Entro por ali dentro, mato toda a gente e saco o dinheiro» (sobre John Dillinger). IMAG.423-475-492

09DEZ1608-1661 - John Milton: Escritor inglês - «Ao Céu ágeis ascenderam / Do Paraíso os anjos, mudos, tristes / Pelo homem, pois sabiam já da queda!». IMAG.206-489

10DEZ1908-1992 - Olivier-Eugène-Prosper-Charles Messiaen, aliás Olivier Messiaen: Compositor e organista francês, autor original e vanguardista, distinguido com o Prémio Internacional Paulo VI (1989) - «Não deveria ser permitido que alguém fizesse música, como se fosse de madeira. O texto musical deve ser reproduzido exactamente, mas não tocado como uma pedra… Sou um francês das montanhas, tal como Berliotz!».  
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BREVIÁRiO
Dom Quixote edita Poesis de Maria Teresa Horta.  
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Asa edita Jim Del Monaco - Ladrões do Tempo de Luís Louro & Tozé Simões. IMAG.4-11-187-430-493-551-584

EXTRAORDINÁRiO

OS HUMANIMAIS - Folhetim Aperiódico

BUÇO COM LEITE MANCHA O COLETE - 6

Enxovalho e tanto. Todavia, não era um serviçal ébrio dos vapores alcoólicos, daqueles que, em passando a piteira, bom será beber com conta. Nem lhe havia dado a camueca. Pelo contrário, propício ao sonambulismo, Homero nutria um bálsamo, devotando-se a ideias niilistas.
Continua
 

domingo, outubro 15, 2017

Imaginário-Médio: newsletters de Setembro 2012

Um novo lote de newsletters antigas, previamente inéditas online, agora relativos à data virtual de Setembro 2012, foi carregado nos últimos dias no Imaginário-Médio, passando a estar disponível para todos os visitantes verem. Podem aceder através do link para o blog ou via estes links directos, #385, #386, #387 e #388.

quarta-feira, outubro 11, 2017

IMAGINÁRiO #684

José de Matos-Cruz | 24 Novembro 2018 | Edição Kafre | Ano XV – Semanal – Fundado em 2004
 
PRONTUÁRiO

ÍCONES
Um fenómeno complexo, mas muito aliciante, ocorreria com Tarzan. E tudo derivado de tratar-se de uma personagem - concebida por Edgar Rice Burroughs (1875-1950), em princípios do Século XX - das mais populares num imaginário romanesco, mítico e lendário. Talvez, mesmo, aquela que maior recriação artística ou lúdica suscitou, aos níveis iconográfico e realista, através de múltiplas vertentes - a literatura, a ilustração, os quadradinhos, a rádio, o teatro, o cinema ou a televisão. Logo em grande ecrã, e numa perspectiva clássica, o Homem-Macaco tornar-se-ia indissociável de uma assunção, atlética e carismática, como a que lhe proporcionou Johnny Weissmüller (1904-1984), pelos anos ’30-40. O declínio das subsequentes transposições, com outros intérpretes e sob o signo de Hollywood, motivou, por parte dos herdeiros, uma cada vez mais restringida adaptação, no que foi ponderado como uma estratégia estabilizadora: fechar o cofre para uma revitalização do fascínio, e à espera de melhores dias para a respectiva reactivação…
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CALENDÁRiO

15JUL-16AGO2017 - Castelo de Vila Nova de Cerveira apresenta, no âmbito da XIX Bienal de Cerveira, A Mão Direita Não Sabe o Que a Esquerda Anda a Fazer… - exposição de fotografia de Ernesto de Sousa (1921-1988) sobre as Oficinas de Santeiros de São Mamede do Coronado (1968), da Colecção Isabel Alves, sendo curadores Paula Pinto e Oficina Arara. IMAG.135-198-279-393-534-566-677

14JUL-10SET2017 - Em Lisboa, Museu do Oriente apresenta Tanto Mundo - exposição de fotografia de João Martins Pereira.

15JUL-17SET2017 - Em Lisboa, Fundação Arpad Szènes-Vieira da Silva apresenta, no âmbito da Capital Ibero-Americana de Cultura, Fotoformas e Sobras - exposição de fotografia de Geraldo de Barros (Brasil).

13JUL-21OUT2017 - Em Lisboa, Torreão Poente da Praça do Comércio expõe Miguel Ventura Terra, Arquitecto [1866-1919] - Do Útil e do Bello, sendo comissárias Hélia Silva, Ana Isabel Ribeiro e Rita Mégre. IMAG.447-646

1940-16JUL2017 - George Andrew Romero, aliás George A. Romero: Cineasta americano, realizador de A Noite dos Mortos-Vivos / Night of the Living Dead (1968) - «Habituei-me a ser, durante muito tempo, o único a fazer filmes de zombies».

19JUL2017 - Em Coimbra, Museu Municipal - Edifício Chiado apresenta, no âmbito do 9º Festival das Artes, Metamorfoses - exposição de pintura de Arpad Szènes (1897-1985), sendo curadora Marina Bairrão Ruivo.  
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21JUL-01OUT2017 - No Centro Cultural de Cascais, Fundação D. Luís I apresenta Portraits - exposição de fotografia de Marta Hipólito.

21-31JUL-01-23SET2017 - Em Lisboa, Galeria Underdogs apresenta Printed Matters /Lisbon - instalação de Shepard Fairey (EUA).

23JUL-01OUT2017 - No Porto, Culturgest expõe Um Campo Depois da Colheita Para Deleite Estético do Nosso Corpo - instalação de Alberto Carneiro (1937-2017), sendo curador Delfim Sardo. IMAG.21-241-299-467-553-558-671

VISTORiA

Guarde-se o discreto de contar a sua mulher as histórias passadas de seus amores e de sua mocidade. Casam assim dois males: darem a conhecer às mulheres a fraqueza de seu natural e entenderem como há outras pelo mundo que se deixam enganar facilmente.
D. Francisco Manuel de Melo
- Carta de Guia de Casados (1651 – excerto)

VISTORiA

A história não está ligada ao homem, nem a qualquer objecto em particular. Consiste inteiramente no seu método; a experiência comprova que ele é indispensável para inventariar a integralidade dos elementos de uma estrutura qualquer, humana ou não humana. Longe portanto de a pesquisa da inteligibilidade resultar na história como o seu ponto de chegada, é a história que serve de ponto de partida para toda a busca de inteligibilidade. Assim como se diz de certas carreiras, a história leva a tudo, mas contanto que se saia dela.
Claude Lévi-Strauss
- O Pensamento Selvagem (1962 - excerto)

MEMÓRiA

23NOV1608-1666 - D. Francisco Manuel de Melo: Escritor português, membro do barroco - «Os príncipes e o fogo querem-se tratados de longe, porque per­to queimam, enquanto que longe alumiam». IMAG.83-576

25NOV1638-1705 - Catarina Henriqueta, aliás D. Catarina de Bragança, Rainha de Inglaterra: «Ilustríssima Princesa, Infanta do Portugal, filha do falecido D. João IV, e irmã de D. Afonso, presente rei de Portugal» (Assentamento de Casamento com Carlos II, em 1662). IMAG.64

1914-25NOV2008 - William Ford Gibson, aliás William Gibson: Ficcionista e dramaturgo americano, autor de O Milagre de Ann Sullivan - «Nenhuma cena, na actual temporada teatral, é tão arrebatadora como a cena final desta peça» (Brooks Atkinson - 1959). IMAG.226-490

28NOV1908-2009 - Claude Lévi-Strauss: Antropólogo e filósofo francês - «O antropólogo é o astrónomo das ciências sociais: ele está encarregado de descobrir um sentido para as configurações muito diferentes, pela sua ordem de grandeza e pelo seu afastamento, das que estão imediatamente próximas do observador» (Antropologia Estrutural - 1967). IMAG.278

1897-28NOV1968 - Enid Mary Blyton, aliás Enid Blyton: Escritora inglesa, autora de Os Cinco, Os Sete, Noddy, Uma Aventura Em..., O Segredo de..., As Gémeas ou O Colégio das Quatro Torres - «Os nossos livros são facetas de nós-próprios… É como espreitar por uma janela, ou um filme na minha cabeça, ver as minhas personagens e escrever tudo no papel». IMAG.147-204-229-495-550-622

EPISTOLÁRiO

A Um Parente Moço Que Partia Para a Guerra
Ide com Nosso Senhor. Lembrai-vos sempre dele e de quem sois. Falai verdade. Não aporfieis. Perguntai pouco. Jogai menos. Segui os bons; obedecei aos maiores. Não vos esqueçais de mim. E sede embora Plínio Júnior, que, se tudo isto fizerdes, ainda sereis mais. Deus vos leve, defenda e traga. ― Torre, sábado.
D. Francisco Manuel de Melo
- Cartas Familiares (Carta, 97.a - excerto)
COMENTÁRiO

Enid Blyton
Se algo fez de incorrecto, foi não reconhecer que nem todos se rendem. Alguns, como ela mesma, continuam a não achar graça às palermices dos adultos, e a preferir o mundo da aventura da descoberta. É o meu caso.
Desidério Murcho
PARLATÓRiO

O meu amor pelas crianças é a base de todo o meu trabalho. Amo-as, e quero que cresçam de modo a tornarem-se seres humanos decentes. Isto parece muito pomposo, mas é, simplesmente, o que cada mãe aspira para os seus filhos. E eu desejo-o para todas as crianças.
Enid Blyton (1963)

Para mim, o acto de escrever torna tudo possível.
William Gibson (2003)

BREVIÁRiO

Assírio & Alvim edita Musa | O Búzio de Cós e Outros Poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004).  
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Warner edita em CD, sob chancela Swan Song e Atlantic Records, The Complete BBC Sessions por Led Zeppelin. IMAG.192-597

Sextante edita As Fabulosas Histórias da Tapada de Mafra de Cristina Carvalho; fotografias de Nanã Sousa Dias, ilustrações de Teodora Boneva. IMAG.505

EXTRAORDINÁRiO

OS HUMANIMAIS - Folhetim Aperiódico

BUÇO COM LEITE MANCHA O COLETE - 5

Agora que o errante viajante cósmico, vindo pela Constelação do Cocheiro, se perdia entre as luminescências do Dragão, com seu núcleo diáfano e cauda, da qual alguns carecem, Estácio Pastor sentia-se aliviado, e achava que podia mesmo troçar. Contudo, andava a ficar com a reputação muito abalada.
É sabido, entre os cientistas surgem verdadeiras excentricidades. Ainda há pouco, na citada Lisboa, um tal Sebastião Homero, que gostava de exibir-se para as inferiores criaturas empalhadas do Museu Zoológico, foi apanhado atrás dumas estantes na Galeria dos Símios, a gemer.
- Já nem se avistam! balbuciou, apontando para os seus próprios órgãos genitais, pois garantia que estava a metamorfosear-se em mulher!
Continua