sexta-feira, fevereiro 23, 2018

Imaginário-Médio: newsletters de Abril 2014

Mais um mês virtual, nomeadamente Abril de 2014, disponível no blog Imaginário-Médio, recuperando para a bloguesfera os antigos newsletters #461, #462, #463 e #464. Aceder nos respectivos links.


terça-feira, fevereiro 20, 2018

IMAGINÁRiO #703

José de Matos-Cruz | 16 Abril 2019 | Edição Kafre | Ano XVI – Semanal – Fundado em 2004

PRONTUÁRiO

IMPLICAÇÕES
Popular herói da escola europeia, Ric Hochet participa numa emissão televisiva em directo, quando é contactado ao telefone por uma vidente. Convicta de que ele cometeu um erro durante a sua última investigação, vinda a público em Bd Meurtres, a amável jovem tenta convencê-lo a procurá-la nas Ardenas, onde reside. Seria uma questão de vida ou de morte - pois, segundo lhe revela, já em privado, o presumível culpado ainda fará correr muita tinta! Ora, de facto, alguns dias mais tarde, o estranho indivíduo evade-se da prisão, onde estava detido. No mundo restrito dos fanáticos de quadradinhos, o pânico alastra. E com razão - pois, enquanto na região se celebra o sabbat des macrales, uma tradição folclórica que serviria para ressuscitar os feiticeiros de outrora, um deles é brutalmente agredido. E Ric Hochet vê-se, sem querer, envolvido nessa aparente confusão sobrenatural: será que o suposto assassino, ávido de vingança, voltou às suas nefandas proezas, disfarçado de macrale? Ou tudo não passará de um golpe de publicidade, forjado pela insinuante interlocutora de Ric Hochet, aproveitando uma tal mascarada ritual?
Com argumento de André-Paul Duchâteau, para ilustração de Tibet/Gilbert Gascard (1931-2010), eis La Sorcière… Mal Aimée (2000), sob chancela Le Lombard. Celebrando os cinquenta anos de fidelidade constante de Ric Hochet à editora primordial de bande dessinée - cuja vocação se instalaria entre várias gerações de leitores, dos 7 aos 77 anos! IMAG.284-344

CALENDÁRiO

16NOV2017-18MAR2018 - Em Lisboa, Museu Nacional de Arte Antiga / MNAA expõe As Ilhas do Ouro Branco - Encomenda Artística Na Madeira (Séculos XV-XVI), sendo curadores Fernando António Baptista Pereira e Francisco Clode de Sousa.

17NOV2017-13JAN2018 - Em Lisboa, Fundação Carmona e Costa expõe Território Anagramático de Ana Hatherly (1929-2015), sendo curador João Silvério. IMAG.63-208-233-435-461-580-641-689

1954-21NOV2017 - Fernando Relvas: Artista português de banda desenhada, autor de Cevadilha Speed (1982) - Um «percurso nervoso por entre géneros e humores, métodos e técnicas, veículos de publicação e modos de produção e circulação [que] servirá de retrato de uma incessante e intranquila busca pela expressividade própria da banda desenhada» (Pedro Moura). IMAG.4-284-516-521-658

23NOV2017 - Nitrato Filmes estreia Centro Histórico (2012) de Manoel de Oliveira, Pedro Costa, Aki Kaurismaki e Victor Erice; e 3X3D - Visões de Guimarães (2012) de Edgar Pêra, Peter Greenaway e Jean-Luc Godard.

25NOV2017-26JAN2018 - Em Setúbal, Galeria 11 expõe Pinturas de Lauro Corado (1908-1977).

PARLATÓRiO

Pensamos demasiado.
Sentimos muito pouco.
Precisamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida tornar-se-á violenta
E tudo se perderá.
Charles Chaplin

Chavela Vargas

Não acredito que haja neste mundo um palco suficientemente grande para ela…
Fez do abandono e da desolação uma catedral na qual cabíamos todos e de que saíamos reconciliados com os nossos próprios erros, e dispostos a continuar a cometê-los.
Pedro Almodóvar

VISTORiA

Deu-se conta então de que, se não quisesse passar a vida num estado de permanente tortura, tinha que apagar da memória a imagem da família e abandonar-se por inteiro à paixão intensa, quase mórbida, que lhe inspirava a alegria descontraída de Margot.
Vladimir Vladimirovich Nabokov - Riso Na Escuridão

O passado é um fantasma que não se deve convocar com médiuns ou invocar com abra essa obra. É na realidade da recor­dação um revenant irreal. Não é preciso pôr as mãos na mesa, palma para baixo, ou responder aos três toques rituais ou pergun­tar «Quem está aí?». O espírito do passado sempre está aí. Um copo d’água e uma flor amarela bastam. Não é preciso repetir frases encantatórias ou cast a spell: todos os mortos estão aí, vi­vos, exibidos detrás de uma vidraça negra, uma câmara escura, uma obra de artifício. Os entes passados vivem porque não mor­reram para nós. Vivemos porque eles não morrem. Nós somos os mortos vivos.
É no passado que vemos o tempo como se fosse o espaço. Tudo fica longe, na distância em que o passado é uma imensa campina vertiginosa, como se caíssemos de uma grande altura e o tempo da queda, a distância, nos tornasse imóveis, como aconte­ce com os mergulhadores dos penhascos, que vão caindo numa enorme velocidade e no entanto para eles não se cai nunca. Assim caímos na recordação. Nada parece ter-se movido, nada mudou porque estamos caindo a uma velocidade constante e só os que nos veem de fora, vocês leitores, se dão conta de quan­to descemos e a que velocidade. O passado é essa terra imóvel da qual nos aproximamos com um movimento uniformemente acelerado, mas o trajeto – tempo no espaço – nos impede de nos afastar para ter uma visão que não esteja afetada pela queda – espaço no tempo – voluntária ou involuntária. O tempo, mesmo detido, dá vertigem, que é uma sensação que só o espaço pode dar.
O passado só se faz visível através de um presente fictício – e no entanto toda ficção perecerá. Não restará então do passado mais que a memória pessoal, intransferível.
Guillermo Cabrera Infante
- A Ninfa Inconstante (Tradução de Eduardo Brandão)

BREVIÁRiO

Harmonia Mundi edita em CD, Wolfgang Amadeus Mozart [1756-1791]: Violin Concertos por Isabelle Faust, com Il Giardino Armonico sob a direcção de Giovanni Antonini.
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Bertrand edita Caderno Diário da Memória de Mário Augusto. IMAG.33-139-598-Extra

Asa edita 4321 de Paul Auster; tradução de Luís Rodrigues dos Santos. IMAG.119-124-205-296-508





MEMÓRiA

1805-16ABR1859 - Alexis-Charles-Henri Clérel, Visconde de Tocqueville, aliás Alexis de Tocqueville: Escritor francês, historiador e pensador político - «Existem hoje, na terra, dois grandes povos que, a partir de pontos diferentes, parecem avançar para o mesmo objetivo: são os russos e os anglo-americanos. Ambos cresceram no escuro e, quando a atenção da humanidade estava dirigida para outros lugares, colocaram-se subitamente na linha da frente das nações e, com o tempo, o mundo descobriu a sua existência e a sua grandeza. Todas as outras nações quase parecem ter atingido o extremo perante a natureza, e limitam-se a permanecer, mas aqueles povos continuam a crescer; todos os outros estão tolhidos ou prosseguem com extrema dificuldade; eles, porém, avançam sozinhos com facilidade e rapidez, ao longo de um caminho cujo culminar ainda não é conhecido». IMAG.50-152-524

16ABR1889-1977 - Charles Spencer Chaplin, aliás Charles Chaplin: Cineasta inglês, realizador e produtor, actor de teatro e cinema, vulgo Charlot - «Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades… Lembrai-vos de que as grandes obras do homem foram logradas através do que parecia impossível».
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17ABR1919-2012 - Isabel Vargas Lizano, aliás Chavela Vargas: Cantora de tradição ranchera mexicana, la Llorona, natural da Costa Rica - «A música não tem fronteiras, mas sim um final comum: o amor e a rebeldia». IMAG.420

22ABR1899-1977 - Vladimir Vladimirovich Nabokov: Escritor americano de origem russa, autor de Lolita (1955) - «Lolita, luz da minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo.Li.Ta.».
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22ABR1929-2005 - Guillermo Cabrera Infante: Escritor de origem cubana, radicado em Inglaterra - «Não me interessa a impostura literária mas a verdade que se diz com palavras que necessariamente vão umas atrás das outras, embora expressem ideias simultâneas. Sei que uma frase é sem­pre uma questão moral. Há uma memória ética? Ou é estética, isto é, selectiva?» (A Ninfa Inconstante). IMAG.28-303-407-422-503

1914-22ABR2009 - Jack Cardiff: Realizador britânico - «Uma lenda do cinema, era também um director de fotografia de craveira mundial, pioneiro nas técnicas de rodagem em Technicolor, e prestou uma contribuição única a alguns dos melhores filmes de todos os tempos» (Amanda Nevill) - distinguido pela Academia de Hollywood com um Óscar Honorário ao «mestre da luz e da cor» (2001). IMAG.247-483
 

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

Imaginário-Médio: newsletters de Março 2014

Disponíveis esta semana no blog Imaginário-Médio, os newsletters recuperados, alusivos à data virtual de Março 2014, referem os posts #457, #458, #459 e #460. Acessíveis nos links indicados.


quinta-feira, fevereiro 15, 2018

IMAGINÁRiO #702

José de Matos-Cruz | 08 Abril 2019 | Edição Kafre | Ano XVI – Semanal – Fundado em 2004

PRONTUÁRiO

ANIMAÇÕES
Alice No País das Maravilhas (2010) de Tim Burton
Hoje em dia, ao referir-se animação, há que abstrair de todas as noções que, convencionalmente, caracterizaram este género com fecundas tradições, na indústria cinematográfica. Em especial, quanto à feição clássica que, a partir dos anos ’30, no século passado, sagraria o estilo e a marca de Walt Disney. De facto, por meados da década de ’90, triunfariam as virtualidades da sofisticação em CGI (computer-generated imagery), e respectivas vanguardas estéticas - com uma fusão visionária entre a pesquisa tridimensional, e os efeitos qualitativos de textura, detalhe, luz e cor. Assim também - e paralelamente à guerra entre as grandes Companhias, pela dinâmica própria de Hollywood - o sucesso da animação primordialmente gerada por computador suscitou, desde então, um renovado interesse quanto aos processos alternativos de expressão e fabrico, expandindo-se mesmo para a transparência realista. Explorando temáticas que tinham feito história; revertendo símbolos sempre latentes, ou reactivando métodos artesanais. Por vezes, em tais motivações recorrentes confluem outros contributos efectivos, ou distintas experiências já implantadas IMAG.10-21-37-80-200

CALENDÁRiO

18OUT2017-28JAN2018 - Em Lisboa, Museu Colecção Berardo apresenta, com DocLisboa, Meus Pequenos Amores - exposição de fotografia / filme de Sharon Lockhart (EUA), sendo comissário Pedro Lapa.

26OUT2017-11FEV2018 - Em Lisboa, Museu Colecção Berardo apresenta Modernismo Brasileiro Na Colecção da Fundação Edson Queiroz - exposição colectiva de pintura e escultura, sendo curadora Regina Teixeira de Barros.

11NOV2017 - Em Lisboa, Mona - Loja de Ideias apresenta Oh Lisboa, a Tua Luz, a Minha Sombra - exposição de fotografia de Luís Mileu, sendo curador João Botelho.

13NOV-16DEZ2017 - Em Cascais, Bedeteca José de Matos-Cruz / Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana apresenta Traços & Tons - exposição de ilustração e banda desenhada por Daniel Maia.
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14NOV2017-11FEV2018 - Em Lisboa, Garagem Sul do Centro Cultural de Belém expõe Neighbourhood: Where Álvaro Meets Aldo - sobre Álvaro Siza Vieira e Aldo Rossi (1931-1997), sendo curadores Nuno Grande e Roberto Cremascoli.
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17NOV2017-31MAI2018 - Palácio Nacional de Mafra expõe Do Tratado à Obra: Génese da Arte e da Arquitectura No Palácio de Mafra, sendo comissário Paulo Pereira. IMAG.34-78-155-305-437-638-684

18NOV-12DEZ2017 - Em Lisboa, Galeria S. Mamede apresenta Retrato - exposição de desenho / pintura de Armanda Passos.

24NOV2017-27MAI2018 - Em Lisboa, Museu de Arte Popular apresenta Escher - exposição do artista holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972), com curadoria da produtora Arthemisia.

VISTORiA

O Fragmento

«Veio a luz do oriente», cantava ele,
«radiosa garantia de Deus, e as ondas aquietaram-se.
Eu podia ver línguas de terra e rochedos acossados.
Muitas vezes, pela coragem mostrada, o fado poupa o homem
se não o marcou já.»

E quando a objecção deles lhe foi dita –
em especial que a sua obra se fizera em fragmentos,
que já não podiam dizer onde estavam com ele,
que já não distinguiam primeira linha ou última linha –
respondeu com uma questão.
«Desde quando», perguntou,
«a primeira e a última linha de qualquer poema
são onde o poema principia e termina?»
Seamus Heaney
(Tradução de Vasco Graça Moura)

COMENTÁRiO

Para se ser cristão, é preciso acreditar que, durante noventa e oito mil anos, a nossa espécie sofreu e morreu, a maioria das crianças morrendo no parto, a maioria das pessoas com uma expectativa de vida de vinte e cinco anos, com fome, batalhando, guerreando, sofrendo, tudo isto durante noventa e oito mil anos, enquanto os céus observavam com completa indiferença. Então, há dois mil anos, os céus decidiram «já basta, é hora de fazermos alguma coisa», e a melhor maneira de o lograr, seria condenar alguém a um sacrifício humano, nalgum lugar da região menos instruída do Médio Oriente. Não vamos aparecer aos chineses, por exemplo, onde as pessoas sabem ler e estudar evidências, e são civilizadas. Vamos para o deserto, e façamos lá uma revelação…
Isso não faz sentido. Não é algo que possa ser credível para alguém capaz de reflectir.
Sendo assim, porque me congratulo? Porque me permite chegar ao ponto do que há de errado no outro lado do cristianismo. Porque eu acredito que os ensinamentos do cristianismo são imorais.
O ensinamento central é o mais imoral de todos, o da redenção vicária. Poderíamos, então, lançar os nossos pecados sobre outra pessoa, o que é vulgarmente conhecido como ter um bode expiatório.
Eu posso pagar a dívida de alguém, se a amar. Eu posso ir para a prisão em vez de outra pessoa, se gostar muito dela. É possível voluntariar-me a tomar uma dessas decisões. Mas não serei capaz de redimir os pecados de outrem, porque não sou capaz de abolir a sua responsabilidade e, portanto, não deveria oferecer-me para uma tal assunção. A responsabilidade de cada um, nele deve permanecer… Não existe redenção vicária.
Muito provavelmente, não existe sequer redenção. Trata-se, apenas, de uma expectativa, e não me parece que viver de expectativas seja bom para as pessoas. Tal pode, até, contaminar a questão central – a palavra que eu acabei de usar, a palavra mais importante de todas: a palavra amor. Ao tornar o amor compulsório, ao dizer que devemos amar. Amar o nosso vizinho como a nós mesmos, algo que, na verdade, não conseguimos fazer. Acabamos sempre por falhar e, por isso, sempre nos consideraremos culpados.
Ao preconizar-se que devemos amar alguém, a quem também temos de temer… Um ser supremo, um pai eterno. Alguém de quem devemos ter medo, mas que também deveremos amar… E, se falharmos nessa tarefa, tornamo-nos outra vez um desprezível pecador… Isso não é mentalmente, moralmente ou intelectualmente sadio.
E, portanto, conduz-me à objecção final, que é: trata-se de um sistema totalitário. Se houvesse um deus que pudesse fazer tais coisas, e exigir tais coisas, e que fosse eterno e imutável, nós estaríamos a viver sob uma ditadura sem direito de apelação. Uma que jamais poderia mudar. Uma que sabe o que pensamos, e nos pode condenar por crimes de pensamento. Condenar-nos a uma punição eterna, por acções que, desde o início, estamos fadados a tomar.
Por tudo isto – e resumindo, pois poderia referir muito mais – limitar-me-ei a acrescentar que é, sobretudo, importante não existir absolutamente nenhum motivo para acreditar que algo do que tratámos seja verdadeiro.
Christopher Hitchens

MEMÓRiA

08ABR1929-1978 - Jacques Romain Georges Brel, aliás Jacques Brel: Cantor, poeta e compositor belga - «A sanduíche que comi na carruagem de 3ª classe que me levou a Paris tinha um sabor único: estava perfumada pela aventura, a esperança, a felicidade». IMAG.179-198-222-678

1925-12ABR2009 - John Royden Maddox, aliás John Maddox: Físico e professor, escritor e jornalista especializado em temas científicos, director da revista Nature - «É necessário introduzir a magia na explicação do fenómeno físico e biológico». IMAG.246-540

13ABR1909-2001 - Eudora Alice Welty, aliás Eudora Welty: Escritora americana, autora de A Filha do Optimista (1972) - «Ao escrever, tento entrar na mente, no coração, na pele de um ser humano, que não eu. Seja ele homem ou mulher, jovem ou velho, preto ou branco, o primeiro desafio consiste em lograr tal transferência. Ao dar curso à imaginação, tenho a sensação de que estou a pairar». IMAG.240-331-427

13ABR1949-2011 - Christopher Eric Hitchens, aliás Christopher Hitchens: Escritor e ensaísta inglês, radicado nos EUA - «O que pode ser afirmado sem provas, também sem provas pode ser rejeitado». IMAG.476

13ABR1939-2013 - Seamus Justin Heaney, aliás Seamus Heaney: Poeta e ficcionista irlandês, autor de Luz Eléctrica, distinguido com o Prémio Nobel em 1995 - «Os [seus] poemas raramente questionam. Usam uma índole afirmativa, mas que se não confunde com altivez; são por vezes alívios de uma identidade, como se esse falar pudesse fazer esquecer parcialmente, pudesse perdoar, fazer com que o tempo actual seja uma espécie de tempo-zero a partir do qual tudo pode, mais uma vez, começar» (Sylvia Beirute). IMAG.481

14ABR1629-1695 - Christiaan Huygens: Matemático, físico e astrónomo holandês - «A matemática é o som». IMAG.46

1685-14ABR1759 - Georg Friedrich Händel: Compositor alemão nascido em Halle, autor de Il Caro Sassone - «É tão grande e tão simples que apenas um profissional poderá compreendê-lo» (Samuel Butler). IMAG.196-222-243-253-296-376-411-426-439-503

14ABR1889-1975 - Arnold Joseph Toynbee, aliás Arnold Toynbee: Historiador britânico, escritor e professor universitário, pensador da história e da economia - «Estou convencido de que nem a ciência nem a tecnologia poderão satisfazer as necessidades espirituais a que todas as possíveis religiões procuram atender».

14ABR1929-2012 - Gerald Alexander Abrahams, aliás Gerry Anderson: Autor e produtor britânico, criador das séries televisivas Thunderbirds (1965-1966) com marionetas, e Espaço 1999 / Space: 1999 (1975-1977) protagonizada por Martin Landau. IMAG.8-49-446

15ABR1949-2005 - Laurence Harlé: Argumentista francesa, criadora de Jonathan Catland (1973) - «Uma voz feminina, sensível e apaixonada, mas também uma exigência de verdade e uma raiva contra a injustiça, o racismo, a exclusão» (Radio France). IMAG.45

BREVIÁRiO

Quetzal edita A Seta do Tempo de Martin Amis; tradução de Jorge Pereirinha Pires. IMAG.157-313-630

Tinta da China edita Tenho Cinco Minutos Para Contar Uma História de Fernando Assis Pacheco (1937-1995). IMAG. 117-190-317-416-539-549-597-637

sexta-feira, fevereiro 09, 2018

Imaginário-Médio: newsletters de Fevereiro 2014

Recuperando os newsletters alusivos à data virtual de Fevereiro 2014, o blog Imaginário-Médio já tem disponíveis online os posts #453, #454, #455 e #456, acessíveis aqui nos respectivos links.


segunda-feira, fevereiro 05, 2018

IMAGINÁRiO #701

José de Matos-Cruz | 01 Abril 2019 | Edição Kafre | Ano XVI – Semanal – Fundado em 2004

PRONTUÁRiO

ACROBACIAS
Desde que apareceu em Batman: The Animated Series, Harley Quinn fascinou todos os fanáticos, entre o espanto e o encanto. Só podia, pois, reincidir em quadradinhos, com a aventura solitária Batman: Harley Quinn. Os leitores ficaram na expectativa, finalmente compensada - quando a lady favorita de Joker conquistou, em 2000, o seu próprio imaginário no universo dos DC Comics. O título não podia ser mais directo e sugestivo: Harley Quinn. O argumentista Karl Kesel (lembrar Section Zero) concebeu as novas proezas acrobáticas de tão irreverente heroina, estilizadas pelo grafismo gracioso de Terry & Rachel Dodson (Generation X). Como se sabe, no crepúsculo de Gotham City, o Joker portou-se bem; o mal é Harleen Quinzel, que dirigiu o Arkham Asylum, antes de se cumpliciar ao Príncipe Clonesco do Crime, para trazê-lo de volta à alta-roda da vilanagem. Um pacto bizarro, pois Harley e Joker fazem todas as patifarias um ao outro, para se eliminarem…
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CALENDÁRiO

1928-24OUT2017 - Antoine Dominique Domino, aliás Fats Domino: Compositor americano, cantor e pianista - «Toda a gente começou por chamar rock'n'roll à minha música, mas não era nada mais, nada menos do que o mesmo rhythm'n'blues que eu andava a tocar em Nova Orleães» (1991).

26OUT-09DEZ2017 - No Porto, Galeria Pedro Oliveira apresenta Cão - exposição de fotografia de André Cepeda. IMAG.297-543-620-661

28OUT2017-21JAN2018 - No Porto, Culturgest apresenta Antes e Depois de Antes - instalação de Henrique Pavão, sendo curador Delfim Sardo.

01NOV2017 - BlackMaria produziu, e estreia Nos Interstícios da Realidade ou O Cinema de António de Macedo [1931-2017] (2016) de João Monteiro.
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01NOV2017 - NOS Audiovisuais estreia Peregrinação (2017) de João Botelho; com Cláudio da Silva e Jani Zhao. IMAG.1-68-168-189-236-243-326-532-603-645

02NOV-21DEZ2017 - No Porto, Palácio da Bolsa apresenta, em parceria com Associação Comercial do Porto, A Falácia da Perfeição - exposição de desenho de Teresa Canto Noronha.
03NOV2017-07JAN2018 - No Centro Cultural de Cascais, Fundação D. Luís I apresenta Apocalipse ou Revelação - exposição de pintura de Luís Athouguia.

08NOV2017-04MAR2018 - Palácio da Cidadela de Cascais expõe Boa Viagem, Senhor Presidente! - De Lisboa Até à Guerra - 100 Anos da Primeira Visita de Estado.

11NOV2017 - Leopardo Filmes estreia Rosas de Ermera (2017) de Luís Filipe Rocha. IMAG.5-63-67-168-621

PARLATÓRiO

Vale a pena sofrermos contratempos e adversidades - no meu caso, privação de direitos legítimos e afastamento forçado da Pátria - se, por fim, e um bom dia, formos bafejados com um rasgo de nobreza humana, que nos restitua a fé que já havíamos perdido.
Rómulo Gallegos

COMENTÁRiO

Nós, é que passamos mais uma etapa no Tempo. Este é imutável: nunca foi novo e nunca será velho. Sim, transitórios somos nós, astros, rocha, flora, fauna, espécie humana. Tudo passa, menos o Tempo e o Espaço, cujas balizas se perdem no Incognoscível.
Augusto de Lima

VISTORiA

Somnambula

A moça que mora em frente
é uma moça indifferente,
não sei que mysterio tem:
não chega nunca à janella,
ninguém olha para ella,
nem ella para ninguém.

Mas conta-se que a horas mortas,
fechadas todas as portas
da vizinhança, ella sae,
e ao cemiterio chorosa
vae desfolhar um rosa
por sobre a campa do pae.
Augusto de Lima

Piececitos

Piececitos de niño,
azulosos de frío,
¡cómo os ven y no os cubren,
Dios mío!

¡Piececitos heridos
por los guijarros todos,
ultrajados de nieves
y lodos!

El hombre ciego ignora
que por donde pasáis,
una flor de luz viva
dejáis;

que allí donde ponéis
la plantita sangrante,
el nardo nace más
fragante.

Sed, puesto que marcháis
por los caminos rectos,
heroicos como sois
perfectos.

Piececitos de niño,
dos joyitas sufrientes,
¡cómo pasan sin veros
las gentes!
Gabriela Mistral

A crítica, qualquer que seja a sua pretensão, nunca faz mais do que definir a opinião de alguém que, em certo momento, se debruça sobre a obra em que um escritor anotou as suas impressões do mundo, tal como ele o percebeu, quando estava a trabalhar.
James Branch Cabell
- Epígrafe de The Certain Hour (1916 - excerto)

MEMÓRiA

05ABR1859-1934 - António A. Augusto de Lima, aliás Augusto de Lima: Jornalista, poeta, magistrado, jurista, professor e político brasileiro, membro (1903) e presidente (1928) da Academia Brasileira de Letras - «Há uma só lei na existência / sob a esfera luminosa: / partilham da mesma essência / homem, ave, estrela e rosa.».

1912-05ABR1999 - Sam Shaw: Fotógrafo americano, e produtor de cinema - (Sobre Marilyn Monroe) «Ela era bela sem maquilhagem, e em seu espírito, como pessoa». IMAG.581

07ABR1889-1957 - Lucila de María del Perpetuo Socorro Godoy Alcayaga, aliás Gabriela Mistral: Poetisa e diplomata chilena, distinguida com o Prémio Nobel da Literatura (1945) - «Não digas o que pensas, mas pensa o que dizes». IMAG.112-114-484-594

1884-07ABR1969 - Rómulo Gallegos Freire, aliás Rómulo Gallegos: Escritor (autor de Doña Bárbara - 1929) e político (Presidente da República em 1948) venezuelano - «Quando estamos apaixonados, convém sempre que nos afastemos durante algum tempo… Podemos, assim, assegurar-nos de que nos dedicam um afecto autêntico, ou se tudo não passa de um capricho passageiro». IMAG.477

14ABR1879-1958 - James Branch Cabell: Escritor americano, criador fantástico, autor de Jurgen (1919) - «O optimista proclama que vivemos no melhor de todos os mundos possíveis… O pessimista teme que isso possa ser verdade! (The Silver Stallion - 1926). IMAG.657

BREVIÁRiO

Clube de Autor edita Romão e Juliana de Mário Zambujal. IMAG.288-569

Arga Warga - Kafre editam O Infante Portugal Em Universos Reunidos de José de Matos-Cruz e Daniel Maia, também ilustrador com Susana Resende e Daniel Henriques.

Apenas Livros edita Aurora Boreal e O Princípio Infinito - Primeiro Universo: O Bestiário Humano de José de Matos-Cruz, com visões de Teotónio Agostinho, Renato Abreu, Daniel Maia e Susana Resende.

Câmara Municipal de Montijo apoia a publicação de Contos de Sabedoria / Misoso ia Kuijia de Américo Dimas Netto, com ilustrações por Susana Resende e coordenação editorial de Daniel Maia.

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Imaginário-Médio: newsletters de Janeiro 2014

A recuperação dos newsletters previamente inéditos online, no blog Imaginário-Médio, entrou num novo ano virtual, com os posts alusivos a Janeiro de 2014. que engloba as newsletters #449, #450, #451 e #452. Assim, permanecem por carregar menos de 50 posts antigos! Acessem-nos através dos links disponibilizados.


terça-feira, janeiro 30, 2018

IMAGINÁRiO #700

José de Matos-Cruz | 24 Março 2019 | Edição Kafre | Ano XVI – Semanal – Fundado em 2004

PRONTUÁRiO

APOCALIPSES
Desde que o cinema existe, sob o signo de Hollywood, o espectáculo da guerra sempre constituiu um fascínio perverso e perigoso, enquanto abordagem limite ou fenómeno ritual. Assim, o imaginário do Vietname suscitaria, inevitavelmente, uma referência ao Apocalypse Now (1979) de Francis Ford Coppola - obra-prima cujas fortíssimas implicações temáticas e estéticas, em que se reconstitui um universo de demolição irracional, sob o crepúsculo da humanidade, pressupõe uma incursão alegórica e fantástica pelo inferno na Terra. Em 1986, Oliver Stone ousou sondar de novo esse coração das trevas com Platoon / Os Bravos do Pelotão - expondo o desafio limite para um punhado de jovens soldados ianques, ante a morte espectral: vítimas de um absurdo devastador, em sacrifício ou sobrevivência, que é simbolizado no fatídico antagonismo de dois desses combatentes… A evolução político-social no Sudoeste Asiático provocou uma rodagem noutros cenários naturais, as Filipinas, e a memória traumática do próprio realizador - sobre a sua experiência no Vietname, aliada à consagração como argumentista - atribui uma ressonância clássica, épica, a este testemunho tão perturbante e avassalador. Oliver Stone consuma, afinal, uma capacidade excepcional para definir - através de uma dimensão expiatória, que transcende a convulsão histórica entre poderes e ideais - os sentimentos, as contradições, os horrores e os pesadelos solitários de tão precários protagonistas bélicos.
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CALENDÁRiO

07OUT2017-06JAN2018 - Em Lisboa, Galeria Zé dos Bois apresenta, em parceria com Culturgest, Chama Xamânica - exposição de desenhos, objectos e esculturas de Otelo M. F., sendo curador Nuno Faria.

25OUT-26NOV2017 - Em Alcabideche, CascaiShopping apresenta, em parceria com The Archives LLC e Iconic Images, a exposição de fotografia Marilyn [Monroe - 1926-1962] by Milton H. Greene (EUA), sendo curadora Cristina Carrillo de Albornoz.  
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26OUT2017 - Leopardo Filmes produziu, e estreia Todos os Sonhos do Mundo / Tous les Rêves du Monde (2017) de Laurence Ferreira Barbosa; com Paméla Constantino Ramos e António Torres Lima.

26OUT2017-05FEV2017 - Em Lisboa, Museu Calouste Gulbenkian apresenta Do Outro Lado do Espelho - exposição múltipla, sendo curadoras Maria Rosa Figueiredo e Leonor Nazaré.

VISTORiA

Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exactamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Factos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele observa-os, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as consequências e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida; assim, não apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existência dos Espíritos, quando essa existência ressaltou evidente da observação dos factos, procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. Não foram os factos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subsequentemente explicar e resumir os factos. É, pois, rigorosamente exacto dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação e não um produto da imaginação. As ciências só fizeram progressos importantes depois que os seus estudos se basearam no método experimental; até então, acreditou-se que esse método só era aplicável à matéria, ao passo que o é, também, às coisas metafísicas.
Allan Kardec
- A Génese, Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo (1868 – excerto)

COMENTÁRiO

Raymond Chandler
Dois anos antes de falecer, Raymond Chandler escreveu ao seu agente de Londres: «Vivi a minha existência à beira do nada». Sentia a vida com grande intensidade, e isso contribuiu para fazer dele um dos melhores romancistas do seu tempo, com um alcance emocional que poucos dos seus contemporâneos lograram atingir. Como principal expoente da escola do homem duro nas narrativas de mistério, Chandler era também um poeta sentimental. Ao longo do tempo granjeou de sucesso como autor, e o herói dos seus livros, Philip Marlowe, era conhecido por milhões de leitores. No entanto, a sensibilidade temperamental que tornou possível o êxito como escritor, também fez dele um ser humano infortunado.
O escritor galês Jon Manchip White, que conheceu Chandler no Hotel Conaught de Londres, onde costumava hospedar-se pelos últimos anos, descreveu-o como «um homem extraordinariamente complexo e extraordinariamente infeliz. Na sua personalidade não cabia a resignação, e era incapaz de aceitar o facto de que nenhum de nós, e muito menos um artista, nunca encontre o que procura e afinal tenha de conformar-se com o que tem e é». Raymond Chandler era intrinsecamente incapaz desse tipo de atitude. «Suponho que todos os escritores são loucos» – escreveu – «mas, se há alguns mais medíocres, creio que, mesmo assim, possuem uma terrível integridade».
Frank MacShane
- A Vida de Raymond Chandler (1976 - excerto)

VISTORiA

En Este Mismo Instante…

En este mismo instante
hay un hombre que sufre,
un hombre torturado
tan sólo por amar
la libertad. Ignoro
dónde vive, qué lengua
habla, de qué color
tiene la piel, cómo
se llama, pero
en este mismo instante,
cuando tus ojos leen
mi pequeño poema,
ese hombre existe, grita,
se puede oír su llanto
de animal acosado,
mientras muerde sus labios
para no denunciar
a los amigos. ¿Oyes?
Un hombre solo
grita maniatado, existe
en algún sitio. ¿He dicho solo?
¿No sientes, como yo,
el dolor de su cuerpo
repetido en el tuyo?
¿No te mana la sangre
bajo los golpes ciegos?
Nadie está solo. Ahora,
en este mismo instante,
también a ti y a mí
nos tienen maniatados.
José Agustín Goytisolo

MEMÓRiA

1926-30MAR1988 - John Clellon Holmes: Novelista, poeta e professor americano, membro da Beat Generation - «Mais do que simples fadiga, beat implica a sensação de ter sido usado, de estar em carne viva. Envolve uma espécie de desnudamento da mente e, em última instância, da alma: a sensação de estar sendo reduzido às bases da consciência. Em síntese, significa ser empurrado sem drama contra o muro do isolamento» (1952). IMAG.362-554-652

1928-19MAR1999 - José Agustín Goytisolo: Escritor espanhol, irmão de Juan Goytisolo e Luis Goytisolo, autor de Palabras Para Julia - «Me anunciará tu paso el breve salto / de un pájaro en ese instante fresco y huidizo / que determina el vuelo, / y la hierba otra vez como una orilla / cederá poco a poco a tu presencia.» (Cuando Todo Suceda - excerto). IMAG.654

24MAR1909-1934 - Clyde Barrow: Criminoso americano - «Esta é Miss Bonnie Parker. Eu chamo-me Clyde Barrow… Estamos aqui para fazer o nosso trabalho - somos assaltantes de bancos!». IMAG.212-293-467

1888-26MAR1959 - Raymond Thornton Chandler, aliás Raymond Chandler: Ficcionista americano - «Em tudo que chamamos arte, existe uma expectativa de redenção». IMAG.86-190-216-220-236-282-283-449-567-578-667

28MAR1909-1981 - Nelson Ahlgren Abraham, aliás Nelson Algren: Ficcionista americano, autor de Vidas Perdidas / A Walk On the Wild Side (1956) - «Nunca comi num lugar que se chamasse Mamã. Nunca joguei cartas com um homem a quem tratassem por Doutor. E nunca tive de lidar com uma mulher que me trouxesse tantos problemas como tu!» (What Every Young Man Should Know - excerto). IMAG.503

1913-29MAR2009 - Helen Levitt: Fotógrafa americana, uma das mais importantes do Século XX, famosa pelos instantâneos de rua em Nova Iorque - «Saía, andava por aí a fazer click!, seguia o meu olhar e fixava o que lhe chamava a atenção». IMAG.243-432

1924-29MAR2009 - Maurice-Alexis Jarre, aliás Maurice Jarre: Compositor francês - «Trabalhando com os maiores cineastas do mundo, enquanto compositor mostrou que a música é tão importante para o sucesso de um filme como as próprias imagens» (Nicolas Sarkozy). IMAG.243-320-482

1804-31MAR1869 - Hippolyte Léon Denizard Rivail, aliás Allan Kardec: Educador, escritor e tradutor francês, codificador do Espiritismo - «O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, e sim o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação.» (O Céu e o Inferno - 1865, excerto). IMAG.127-187-220

31MAR1929-2014 - Menahem Globus, aliás Menahem Golan: Cineasta israelita, realizador e produtor, com sucesso em Hollywood através da Cannon Films, associado ao primo Yoram Globus - para quem «conseguimos viver do que para nós era uma paixão». IMAG.527

PARLATÓRiO

Maurice Jarre
Os compositores de cinema ficam, frequentemente, à sombra dos realizadores e dos intérpretes; porém, a sua música para filmes faz parte inesquecível da história da sétima arte.
Dieter Kosslick

BREVIÁRiO

Relógio D’Água edita Dentes de Rato de Agustina Bessa-Luís.  
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Quetzal edita Memórias de Raul Brandão (1867-1930).  
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